<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978</id><updated>2012-01-23T15:57:00.331-02:00</updated><category term='greve'/><title type='text'>Jogando conversa fora</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>21</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-2404604367815258562</id><published>2011-08-17T11:18:00.001-03:00</published><updated>2011-08-17T11:19:54.603-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='greve'/><title type='text'>Celeste e a Geografia</title><content type='html'>Sem duvidar da legitimidade dos argumentos que levaram e levam os profissionais da educação a fazerem greves, creio que esta é uma estratégia que já não frutifica há tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou melhor, frutifica sempre para o lado negativo da questão. Quem perde é sempre o aluno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As greves deram algum resultado, no âmbito da melhoria salarial, quando elas ainda pressionavam os governantes que, não sabendo lidar com a situação, ficavam assustados com o fato dos professores estarem se fortalecendo pela união.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas... isso foi no final dos anos 70 e início dos 80. De lá pra cá, não lembro de greve que tenha tido resultados significativos no bolso dos professores. Ao contrário, têm servido para o governo economizar luz, gás, telefone e merenda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às outras reivindicações que sempre vêm no bojo das campanhas, e que sugerem melhorias em outros âmbitos, e que envolvem a qualidade do trabalho, essas, então, nunca são alcançadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para não ser radical de vez, lembro que, no município do Rio de Janeiro, ainda na década de 80, os professores reivindicaram horário de Centros de Estudos, dentro da carga horária regular, no que fomos atendidos. Mas, infelizmente, os próprios professores esqueceram que essa havia sido uma demanda própria e passaram a lidar com esse horário como sendo uma “obrigação” implantada pelos dirigentes e, salvo algumas honrosas iniciativas de poucas escolas, esse horário perdeu o sentido acadêmico e político.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso reconhecer que a greve não funciona como forma de pressão. O fato de alunos das classes populares ficarem sem aulas, o que significa ficarem sem aprendizagem formal, sem talvez a única possibilidade de contato com o mundo do conhecimento organizado, não sensibiliza a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isso com tristeza e constrangimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tempo de pensar em novas estratégias e que, a meu ver, começam dentro das salas de aulas e se expandem para as famílias dos alunos. Os alunos e suas famílias são os únicos que sentem falta da escola, mas não têm voz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os próprios educadores têm que valorizar o seu trabalho, para além dos R$ da hora aula, e se assenhorar da sua importância não apenas no estrito processo educativo, mas na importância da sua participação na formação da vida dos alunos, na sua ação política que deve reverberar em cada canto da sua sala de aula e ganhar força dentro e fora das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não podemos perder de vista é que a cada aula não realizada, perdemos mais uma oportunidade de sermos relevantes para a vida de nossos alunos. Talvez isso não faça diferença para alguns professores, mas certamente faz para os alunos.&lt;br /&gt;Me lembrei de uma crônica, do  saudoso Fritz Utzeri, de 2002, e que transcrevo aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Celeste e a Geografia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) Da professora Isabel Penteado recebo carta: ‘Entre os vários artigos seus que leio, recorto e divulgo, está o ‘Quadro Negro’. Levei para o curso de Inglês onde trabalho. Apesar de lidarmos com a ‘nata da nata’, temos consciência do rola por aí. Já ensinei em escola municipal e sei como é. Uma colega que ensina Português, leu o seu artigo e trouxe uma cópia de uma redação. Segundo ela, o texto foi escrito por uma jovem incapaz de fazer uma prova de Geografia, porque desconhecia a matéria. No lugar da prova fez esse manifesto – desabafo – obra-prima como relato de nossa triste realidade social.’ Ei-lo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Tentei resolver a prova, mas infelizmente após ter concluído o segundo grau no CIEP Mário de Andrade me caiu a ficha de que não faço parte da elite, sou apenas mais uma jovem ‘recém-diplomada’ pela rede pública de educação, como tantos milhares que ficaram reprovados neste exame. Realmente não tenho condições de passar por essa enorme barreira que me separa do sonho de ser médica, mas infelizmente não tenho dinheiro para pagar um cursinho, nem tive para bons colégios. Nem ferramentas para a batalha eu tive, pois após a falta de tempo e boa vontade dos professores, constatei também a falta de livros nas bibliotecas. Por que você não faz uma estatística para saber quantos estão na minha situação, morrendo de sede com uma cachoeira à frente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quanto eu sonhei com este dia do vestibular. A chance de um futuro melhor, de dar uma vida melhor a minha mãe, de dar conforto, de ter conforto. Aí eu me defrontei com um enorme muro de concreto, chamado ignorância, que me foi passado em 12 anos de ensino público, talvez não corresponda a seis do particular. Talvez eu tenha me deslumbrado com o fato de sempre ter sido chamada de boa aluna, mas não sabia que aquilo não era nem o trivial, por isso me aventurei e tirei 4,5 em Redação, um bom começo para quem conhecia parte da dificuldade. Agora estou triste, vejo o quanto me falta saber, o quanto está longe de mim o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se chegou até aqui, obrigada pela atenção, talvez pela compreensão em saber que longe do seu mundo, do lado de fora da festa, existe mais alguém que almeja chegar, entrar e fazer parte do pequeno número de pessoas, das contáveis, pessoas que podem, que possuem condições reais de ter uma profissão.’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Celeste, esse é o nome da adolescente que desabafou nas folhas da prova de Geografia, é extremamente articulada e pelo menos não foi traída por seu professor de Português. Mas seu relato sem esperanças, a barreira que a impede de realizar o sonho de ser médica é um exemplo claro de como o Brasil joga fora vidas que ainda estão começando, mata talentos que, se tivessem oportunidades, contribuiriam para resolver os problemas que os políticos parecem desprezar. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Trecho adaptado de crônica de Fritz Utzeri, jornalista, para o Jornal do Brasil, em 19/05/02.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-2404604367815258562?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/2404604367815258562/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=2404604367815258562' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2404604367815258562'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2404604367815258562'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2011/08/celeste-e-geografia.html' title='Celeste e a Geografia'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-7910442922916547456</id><published>2010-10-27T22:40:00.001-02:00</published><updated>2010-10-27T22:42:24.481-02:00</updated><title type='text'>Meu conto de natal - Parte 2  - Por Enéas Elpídio</title><content type='html'>Publicado em 22/12/2008 12:08 na Comunidade Mídia Social - Rede Peabirus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PRIMEIRA PARTE – O ENCONTRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando eu tinha 9 anos, eu conheci uma pessoa que marcou a minha vida. Eu era menino pobre e bastante doentinho da comunidade de Parada de Lucas, mas, essa pessoa tinha um enorme carinho, amor, admiração, por mim. Não sei o que era, mas me fazia um bem enorme, pois era muito pequeno mas, seu afeto por mim me inspirava, me fazia sentir importante, e essa pessoa me ensinava e matava todas as minhas curiosidade infantis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou até a me levar para a sua casa, onde vi seu irmão tocando violão e fiquei deslumbrado, também foi a primeira vez que fui ao Maracanã e que o pai dessa pessoa me levou (Sr. Wilson, muito grato!!!) fiquei super emocionado. E havia também um garotinho que acho que era irmão do seu marido (Roberto) que me tratou tão bem, que até hoje lembro-me dele. Sua mãe, Senhora Philomena (que Deus a tenha), com bastante carinho conversava comigo. Sabe, eu adorava conversar com a sua mãe. Foi tanta emoção que fiquei doente lá na casa dessa pessoa (gente, que cuidado eu que recebi!). A irmã do marido dela (acho eu) foi me visitar, não lembro do seu nome, mas ela usava um óculos engraçado e fiquei rindo pra mim mesmo. Gostei muito dela... a moça de óculos. Ah, essa pessoa, junto com essa moça do óculos engraçado, me levou para passear e elas até me pediram pra escolher onde eu queria ir e escolhi ir ao museu. Rodamos a cidade à procura do museu e só achamos um que estava aberto, lá na Praça XV, não me lembro porque, não achei o museu muito legal, mas tava bom, pra quem nunca tinha ido num museu antes, adorei!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabe, gente, essa experiência ficou gravada na minha memória durante trinta anos, nunca esqueci essa pessoa que me mostrou respeito, dedicação, amor, sobretudo, e agora fiquei sabendo que essa pessoa foi responsável por minha vida musical, porque me deu meu primeiro violão. Essa pessoa pediu um violão ao seu irmão (raiz multiplicadora de sons na minha vida), que é o maestro Wilson Nunes (obrigado pelos os acordes que você tornou possível para mim), e esse companheiro (o violão) me ajudou muito a superar a pobreza, a dor, as angústias da vida e direcionou minha vida pro lado do bem e me tornei professor de música formado pela Escola de Música Villa Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toquei em alguns shows importantes, ensinei e fiz tocar bem quase uma centena de pessoas (de todas as classes sociais). Uns viraram artistas, profissionais, professores de violão também. Conheci muita gente significativa para mim por causa da música, e que hoje faz parte do meu círculo de amizades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só tenho a agradecer a essa pessoa que foi um presente de Deus para mim. Então chegou a hora de revelar quem é: foi a minha professora da 3ª série primária, em 1978, DENISE VILARDO, na ESCOLA CRUZADA SÃO SEBASTIÃO, em Parada de Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SEGUNDA PARTE – O REENCONTRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 2008, estava em frente ao computador e bateu aquela saudade da Denise que eu acostumava sentir. Olha, gente, em frente ao computador!!! Com a página do Orkut aberta, eu pensei: o que estou esperando (PESQUISAR DENISE VILARDO)? Pronto! Não acreditei! Ela surgiu na minha frente depois de trinta anos. Levantei e fui tomar um pouco da água (meu coração estava a mil por hora). Mandei um scrap e ela não respondeu (não é acostumada a abrir o Orkut). Então, alguns dias depois, vi um link deste site no Orkut dela: Peabirus, (obrigado Peabirus!!!) em que Denise estava. Me associei e mandei uma mensagem: “Oi, Denise, sou o Enéas, seu aluno lá de Lucas, a quem você ensinou as primeiras letras e tento multiplicá-las a cada dia e estou com saudade."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo: ela mandou uma mensagem super emocionada, chorando, eu chorei também e mostrei aos meus aos meus alunos de Informática. Eles ficaram tão emocionados que teve uma aluna que também chorou. Hoje sou educador da ONG CDI - Comitê para Democratização da Informática, que é patrocinada pela Prefeitura do Rio de Janeiro, onde dou aulas de Informática e Cidadania.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, fui visitá-la e fiz um chorinho pra ela. Na hora de apresentar a música, estava tão emocionado que quase não consegui tocar o chorinho. Estamos tão contentes, que esse Natal será o melhor de nossas vidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TERCEIRA PARTE – DENISE VILARDO &amp; ENÉAS ELPÍDIO,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ETERNAMENTE AMIGOS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te amo, Denise Vilardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu eterno aluno,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enéas Elpídio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-7910442922916547456?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/7910442922916547456/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=7910442922916547456' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/7910442922916547456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/7910442922916547456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2010/10/meu-conto-de-natal-parte-2-por-eneas.html' title='Meu conto de natal - Parte 2  - Por Enéas Elpídio'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-2481192344044701737</id><published>2010-10-27T22:37:00.002-02:00</published><updated>2010-10-27T22:42:59.660-02:00</updated><title type='text'>Meu Conto de Natal no Peabirus</title><content type='html'>Publicado em 20/12/2008 01:25 na Comunidade Mídia Social - Rede Peabirus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo: 1978&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço: Escola Municipal Classe em Cooperação Cruzada São Sebastião – Rua da Democracia, s/nº - Parada de Lucas – Rio de Janeiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens: eu, professora primária da Prefeitura, com 19 anos; ele, Enéas, aluno de 9 anos; a turma de 3ª série&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu - Curso Normal em colégio particular, bairro de classe média; estágios com alunos bem nutridos e que viviam confortavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única aprovada da turma no concurso público: misto de orgulho e pânico; desejo de ir, vontade de ficar. Liberdade = meu próprio salário aos dezessete... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro dia de apresentação na escola. Primeira vez  numa favela. A mãe junto. Na frente da birosca, três rapazes. Vários fius-fius e a frase: “Hu-hu! Professorinha nova na escola!!!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E segura a mãe que quer voltar, porque não vai deixar a filha trabalhar naquele lugar! E briga e convence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mama mia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo ano no magistério público. Não eram mais os anos dourados... ainda bem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conflitos internos e não. Abertura leeeenta e gradual. Primeira greve. Aderir ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aderi. Ponto cortado. Salário idem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dúvidas e dúvidas em profusão. Muito pouco do aprendido para alunos idealizados servia para os alunos reais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curso de Letras em andamento. Atração total pela pesquisa lingüística, pelos meus alunos e pelo meu futuro marido. Não nessa ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turma -  3ª série. 45 alunos apaixonantes, numa sala onde cabiam 30. Aluno sentado em carteira na porta da sala. Professora espremida entre os alunos e o quadro de giz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que aula é essa? Ensinar? O que ensinar? Como?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reinventar tudo. Contar histórias, escrever histórias, cantar, cantar muito. E fazer contas, resolver problemas. Falar da água, do tempo, da vida. Ah, ia esquecendo... falar dos anfíbios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos fins de semana, levava algum aluno para a casa de recém-casada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria nunca havia saído de dentro da favela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrar num ônibus e tomar banho de chuveiro eram as novidades/surpresas iniciais, ainda na sexta-feira. O ápice da estada: a ida à praia! Aquela lambeção de braços, aproveitando o salzinho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conflitos, sempre. Angústia. Que é que eu tô fazendo aqui? Isso que ensino faz algum sentido pra vida dessas crianças? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Enéas -  O Enéas era o menino mais espevitado, inteligente, bem humorado e generoso da turma. Não calava a boca! Não parava quieto! Magérrimo, desconjuntado, tinha um problema cardíaco (a mãe me pedia para que eu não o deixasse correr... como se isso fosse possível) e enxergava muito mal do olho direito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esteve na minha casa, ficou vidrado, ouvindo meu irmão tocando, e se apaixonou pelo violão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em algum momento do ano letivo o Enéas sumiu. A notícia que recebi é que havia sido internado, em estado grave de desnutrição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao retornar, ainda debilitado, fiz um combinado com a mãe dele, garantindo um litro de leite diário. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Enéas renasceu, literalmente, e voltou pra escola com força total, como se nada tivesse acontecido, como se quisesse o mundo todo pra ele. A vivacidade e o carisma dele eram surpreendentes. Não deixava nenhum colega ficar triste ou aborrecido. E ajudava a todos, porque tinha uma facilidade impressionante para aprender as coisas rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E passou a me dizer que o seu sonho era um violão...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perturbei meu irmão até conseguir que ele desse um dos seus dois violões para o Enéas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano seguinte, a turma passou para outra professora e seguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa turma e, especialmente, com o Enéas, compreendi que esse era o caminho que eu desejava para mim mesma. A força e a persistência desse menino me serviram de norte, me mostraram pelo que é que eu deveria lutar na vida, me deram o sentido da profissão que eu havia escolhido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa história passou a fazer parte do meu repertório, quando converso com professores pelo país afora, sobre a troca que existe, sobre como aprendemos com os nossos alunos, quando temos olhos de ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesses trinta anos, nos meus devaneios, eu sonhava, um dia, reencontrar o Enéas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era um sonho muito nítido: eu o encontraria no centro do Rio, ali na Rua da Carioca, e ele estaria com um violão, ou um cavaquinho, e me diria que estava estudando na Escola de Música Villa Lobos, que fica ali perto. Ou então, o encontraria tocando em algum grupo de chorinho num bar da Lapa (e todas as vezes que eu assistia a algum show, corria os olhos pra ver se achava o Enéas). Mas, que bobagem! Isso era um sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 31 de outubro desse ano, recebo uma mensagem do Peabirus, assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro(a),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enéas Elpídio deixou um recado para você no PEABIRUS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, tudo bom, Denise?  Eu ainda não sei mexer bem no Peabirus e não soube  como te requisitar para ser meu contato. Então irei te mandar outra solicitação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito obrigado e estou com saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu aluno, a quem você ensinou as primeiras letras e tenta multiplicá-las a cada dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço afetuoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enéas Elpídio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clique aqui para acessar o perfil de Enéas Elpídio ou acesse http://www.peabirus.com.br/redes/form/perfil?id=14993&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Enéas, atualmente, dá aulas de Inglês, de Informática e de... violão e estudou na Escola de Música Villa Lobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veio me visitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe de presente um... chorinho que compôs pra mim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-2481192344044701737?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/2481192344044701737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=2481192344044701737' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2481192344044701737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2481192344044701737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2010/10/meu-conto-de-natal-no-peabirus.html' title='Meu Conto de Natal no Peabirus'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-3424422470864711046</id><published>2009-12-02T17:02:00.000-02:00</published><updated>2009-12-02T22:22:42.724-02:00</updated><title type='text'>Sobre Educação e laptops</title><content type='html'>Em resposta a ESCOLAS DA FINLÂNDIA NÃO REVELAM PAIXÃO PELO COMPUTADOR, publicada em terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - &lt;a href="http://questoesdeaprendizagem.blogspot.com/2009/12/escolas-da-finlandia-nao-revelam-paixao.html"&gt;http://questoesdeaprendizagem.blogspot.com/2009/12/escolas-da-finlandia-nao-revelam-paixao.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Ethevaldo, vamos por partes, que são muitas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo na sua primeira frase: A Finlândia oferece à sua população aquela que é considerada a melhor educação entre todos os países do mundo. É a melhor, sem dúvida, para os finlandeses, porque deve dar os melhores resultados para o projeto de sociedade que esse país valoriza. A sequência de motivos que supostamente garante o sucesso dos resultados, reitera que o que é melhor para cada um, é o que é mais adequado para cada um. O que não quer dizer que o modelo deles sirva - ou seja melhor - para qualquer outro país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação ao depoimento do professor, no segundo parágrafo, eu, particularmente, preferia ouvir de um professor que ele se sente responsável pela formação emocional e intelectual dos seus alunos para o mundo de hoje - o futuro é imprevisível - que ele se mostre comprometido com a formação de pessoas melhores, para além do próprio conhecimento. O mundo está cheio de gente sabida e sem caráter. Precisamos de pessoas que tenham consciência e ajam em prol de um meio ambiente decente e da não violência. Precisamos de humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nenhum momento da minha vida profissional docente me senti desrespeitada pela minha escolha. Meu salário não é maravilhoso, mas é condizente com o que ganha a maioria da população do meu país. Não tenho nenhum desejo de participar de classe de grandeza alguma. Sou da classe dos seres humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Ethevaldo tem muita certeza da "dose certa, no momento exato e de modo correto", como se fossem coisas quantificáveis e verdades iguais para todos. Em seguida, exemplifica o "uso correto" dos computadores como sendo um curso ministrado - Sr. Ethevaldo, ninguém ministra mais aulas há algum tempo. Ministram-se palestras, ministram-se remédios. Ministrar significa `passar algo`, `transmitir', 'dar`; significa uma atitude ativa (de quem transmite) e uma atitude passiva (de quem recebe). Aulas, em escolas, pressupõem interatividade, análises, desconstruções, reconstruções, recriações e criação de novos conhecimentos -. O que nos leva ao próximo passo: um curso que prepara para o `uso competente` dos computadores e da internet? O que é o uso competente de computadores e da internet? Conhecer e utilizar o pacote office? Saber pesquisar no google? Lidar com as coisas 'sérias' da web? Isso é pouco, é muito pouco, queremos e precisamos de muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, Sr. Ethevaldo, o que é considerado 'uso competente' dos computadores para o sistema educacional finlandês, pode ser considerado pouco competente para nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, chegamos ao UCA - no Brasil, é "Um Computador por Aluno" -, baseado nas ideias da OLPC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos, sim, Sr. Ethevaldo: bem intencionados, idealistas e apaixonados pela Educação, pelas crianças e jovens de nosso país emergente (esse termo ainda é utilizado para nos caracterizar?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, Sr. Ethevaldo, por favor, saia um pouco do senso comum e tente racionar com outras partes do seu cérebro. Estou certa que o sr. é capaz. Quer dizer que, na sua concepção, alunos do RJ e de SP não poderão transitar com os seus laptops? Está certo... a violência urbana é muito ruim no RJ e em SP; já nas outras capitais...  Procure se aproximar mais do Projeto e conhecer um pouco mais a fundo as alternativas já pensadas e postas em prática sobre essa questão. Em Porto Alegre (que, segundo o seu ponto de vista, deve ser uma cidade muito segura) os alunos já levam e trazem os laptops para casa há 2 anos, sem incidentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltamos ao mote. O que é bom para os finlandeses não é necessariamente o melhor para nós. O que o faz pensar que a utilização rotineira dos laptops é sem critérios? O que o leva a acreditar que professores brasileiros não pensam, não planejam, não avaliam, não têm objetivos de ensino? Quem informou ao sr. que não existem projetos pedagógicos bem definidos (e adequados a cada escola) dentro do UCA? O sr. já deve ter ouvido falar nas Universidades Federais. Pois são elas que dão suporte regional aos projetos das escolas, de maneira coordenada pelo MEC. Os maiores expoentes em Tecnologia Educacional e áreas afins, do nosso país, estão envolvidos no UCA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao aproveitamento dos alunos, as nossas pesquisas demonstram justo o contrário: os alunos ficam mais atentos e produtivos diante dos laptops. Ou o sr. acredita que um aluno de 15 anos, ficar ouvindo um professor de Biologia discorrer sobre a duplicação do DNA e a síntese das proteínas, quieto - sem perturbar o professor - está concentrado na aula? O sr. lembra da sua infância e juventude? Pensava em brincadeiras, nos amigos, e em sexo enquanto seus professores falavam lá na frente? Pois é, Sr. Ethevaldo, mudou muito não. Nossas crianças e jovens continuam pensando nas mesmas coisas, incluindo diferentes maneiras de provocar os professores...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que eu esqueça, Sr. Ethevaldo, computador não é ferramenta didática. Computador não é projetor de slides, álbum seriado ou retroprojetor. Computador  é maneira diferente de pensar, que envolve novas organizações, relacionamento entre pessoas e elementos, arquivamento de dados, pesquisa e criação. Computadores ligados na web são formadores de novas concepções sociais, ambientais, artísticas e econômicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, Sr. Ethevaldo, o sr. vive em que planeta? E está com medo de quê? Parte de um princípio de que os alunos já devem vir de casa sabendo alguns aplicativos... é como dizer que os alunos pequenos já deveriam vir para a escola alfabetizados... Isso seria ótimo, não? Pouparia muito trabalho aos professores alfabetizadores... além de achar, realmente, que estamos na Finlândia, porque acredita que os alunos tenham computadores em suas casas. E termina esse parágrafo, falando da utilização dos computadores para 'ilustrar' as aulas, com se fossem gravuras (haja reducionismo, né?), e sob `estrita orientação do professor`... vai que um aluno `esperto`queira entrar num orkut ou msn, hein? Que pesadelo! Sr. Ethevaldo, não se educa com proibição. Educa-se com consciência. Pais e professores têm que orientar a utilização da internet, da mesma maneira que a minha mãe me dizia para não aceitar balas de estranhos na rua... mas nem por isso me impedia de andar nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente, concordamos aqui, Sr. Ethevaldo, nenhuma tecnologia por si só vai revolucionar a qualidade da educação no nosso país. Mas, fiquei curiosa, onde é que o sr. ouviu falar que os professores esperam essa mágica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí, lá vamos nós outra vez. De todos os fatores que o sr. cita como sendo fundamentais para que exista uma real melhoria na qualidade do ensino no nosso país, concordo com quase todos, acrescentaria outros. Mas vou me deter apenas no último: "envolvimento direto da família e da sociedade no problema da educação". De qual família estamos falando, Sr. Ethevaldo? Daquela idealizada nos livros didáticos da década de 50, constituída de pai, mãe, filho, filha, avó, avô (todos brancos) e uma empregada (negra) agregada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Ethevaldo, as famílias, atualmente, têm as mais diferentes formações,  poucas são as que mantém uma formação tradicional. No caso das crianças muito ricas, quem cuida delas são a babá e o motorista - os pais costumam estar sempre viajando; no caso dos que têm condição financeira mediana, quem cuida é a avó - os pais, normalmente divorciados, estão trabalhando - e, no caso dos alunos de pouca condição financeira: ninguém ou o irmão mais velho de 8/10 anos (a mãe trabalha e o pai sumiu). Essas realidades não são boas nem ruins. Apenas são. Pra qual destas famílias o sr. acha que devemos atribuir a responsabilidade de um maior envolvimento com a escola? A educação, de uma maneira bem abrangente, é de responsabilidade da escola. Sabe por quê? Porque não estamos na Finlândia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase concluindo... não temos escolas de 1o e 2o graus desde 1996... Desde então, chamamos de Ensino Fundamental e Ensino Médio. O `projeto eleitoreiro`, como o sr. denominou, começou em 2006. O sr. já profetizou que os resultados do projeto serão nulos. Volto a pedir que o sr. procure conhecer um pouco mais sobre o assunto, porque já temos resultados muito bons. Se precisar, posso ajudá-lo com a pesquisa que deveria ter sido feita, antes do sr. escrever o seu texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou aproveitar e pedir outra coisa ao sr.: leia um pouco de Sérgio Buarque, Gilberto Freyre, Darcy Ribeiro e Milton Santos. Quem sabe o sr. passe a compreender melhor quem somos nós, brasileiros, e com alguma sorte, quem sabe o sr. venha até a gostar de ser um deles. De quebra, escute Chiquinha Gonzaga, Villa Lobos e Tom Jobim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;br /&gt;Profa. da Rede Pública Municipal do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;Coordenadora Pedagógica do Colégio Graham Bell/RJ&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-3424422470864711046?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/3424422470864711046/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=3424422470864711046' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3424422470864711046'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3424422470864711046'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/12/sobre-educacao-e-laptops.html' title='Sobre Educação e laptops'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-1690914518750953734</id><published>2009-11-16T11:53:00.000-02:00</published><updated>2009-11-16T12:06:34.140-02:00</updated><title type='text'>Entrevista à Folha Dirigida</title><content type='html'>FOLHA DIRIGIDA / CADERNO DE EDUCAÇÃO – 6 A 12 DE DEZEMBRO DE 2001&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Denise Vilardo diz que a leitura e a escrita são quase como respirar e falar. &lt;/span&gt;      &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um hábito, a pro¬fessora Denise Vilardo, da direto¬ria de Educação Fundamental da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, diz que a leitura deveria ser um vício. Segundo ela, o acesso ao livro é essencial para o que o estudante dos dias atuais pos¬sa exercer sua cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"É fundamental, é básico! A leitura e a escrita são quase como respirar e falar, ou seja, nos dias de hoje é extremamente difícil alguém sobreviver na nossa sociedade sem o desenvolvimento des¬sas habilidades. Aliás, a leitura deveria se tornar um vício. Apenas, hábito é pouco, além de ter uma  conotação de coisa chata. Já  vício é aquilo que traz prazer e  você não consegue se livrar. Se tiver que haver um vício do bem, que seja o da leitura"&lt;/span&gt;, observa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo ressaltou ainda a motivação dos estudantes da rede municipal de ensino ao participarem do Projeto Redação 2001. Segundo ela, cada escola teve liberdade para escolher os  temas e selecionar o texto que  representaria a instituição. O objetivo, segundo Denise Vilardo foi permitir que o concurso de redação fizesse parte da orientação Pedagógica das escolas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;  “A orientação que demos foi que o produto final (no caso, a redação) fizesse parte do processo pedagógico que o aluno estivesse vivenciando - para que o mesmo não  “caia de pára-quedas" nem na cabeça do aluno, nem na  do professor- ou  seja, que o professor articulasse a proposta do projeto com os conteúdos que ele  estivesse trabalhando"&lt;/span&gt;, expli¬ca Denise Vilardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Eis a entrevista:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;    Folha Dirigida&lt;/span&gt; -  Como foi a realização do Projeto Redação 2001 nas escolas da rede municipal de ensino? Como a coordenação enfrentou o desafio de escolher, entre tantos da rede, os que comporiam os livros com as redações selecionadas no concurso de redação?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; - A realiza¬ção do projeto se deu através da ampla divulgação de seu regulamento, cartazes e fichas de inscrição, além do envolvimento e apoio que tivemos dos Coordena¬dores das dez coordenadorias Re¬gionais de Educação (E- CREs). Quanto à escolha, ficou combinado, desde o início, que seleção se daria na própria unidade escolar - que deveria nos enviar apenas um texto, que representaria a escola.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt; Folha Dirigida&lt;/span&gt; - Qual foi a orientação geral da Secretaria Municipal de Educação para as escolas realizarem o concurso de redação? As famílias foram, de alguma forma, envolvidas no Projeto?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;  Denise Vilardo&lt;/span&gt;  - A orientação que demos pode ser estendida a todos os projetos dos quais fazemos parte, que é, em primeiro lugar, que o produto final (no caso, a redação) faça parte do processo pedagógico que o aluno esteja vivenciando - para que o mesmo não "caia de pára--quedas" nem na cabeça do aluno, nem na do professor - ou seja, que o professor articule a proposta do projeto com os conteúdos que ele estiver trabalhando; em segundo lugar, é fundamental que os envolvidos quei¬ram participar do projeto, se sin¬tam motivados para participar. No caso do Projeto Redação 2001, o fato do tema ser livre, facilitou ainda mais o engajamento do professores e dos alunos. Quanto ao envolvimento das famí1ias a importância delas fica evidente nos textos dos alunos.&lt;br /&gt; .&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha Dirigida&lt;/span&gt; - Quantos  estudantes participaram do Projeto Redação 2001 na rede municipal de ensino? Quantos estudantes a rede possui atualmente? Como foi a receptividade dos participantes ao concurso?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; - " Nós recebemos 121 redações, o que significa dizer que tivemos 121 escolas envolvidas. Quanto ao número de estudantes que participaram é difícil afirmar porque, como já foi dito, cada escola escolheu apenas uma redação para nos enviar. Não podemos precisar quantas turmas foram envolvidas neste processo. A rede municipal conta, atualmente com quase oitocentos mil alunos no ensino fundamental, incluindo aí a Educação Infantil e os alunos do Projeto Educação Juvenil. A receptividade e a expectativa que os projetos geram são sempre positivas. Aliás, a participação de nossos alunos e professores em diferentes projetos - inclusive de abrangência nacional – tem sido motivo de muito orgulho para a SME, pois estamos sempre sendo agraciados pela qualidade dos trabalhos apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha Dirigida &lt;/span&gt;- O que representou, para a Secretaria Municipal de Educação, participar deste concurso?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;. Denise Vilardo&lt;/span&gt; - Todo projeto que venha incentivar a partici¬pação de nossos  alunos e, conseqüentemente, a sua inserção na so¬ciedade letrada, mostrando a sua capacidade, criatividade e compe¬tência, será bem-vindo. O Projeto Redação 2001 traz de interessante a possibilidade de nossos alunos terem os seus textos divulgados através de livro, o que vai fazer com que mais pessoas conheçam a qualidade do trabalho que é desenvolvido nas Escolas Municipais. E também uma oportunidade de divulgar atitudes positivas para a população, num momento em que só se divulgam atitudes negativas, principalmente, o que diz respeito às classes menos favorecidas da sociedade. Esse Projeto mostra, fundamentalmente, que os alunos são capazes de pensar criticamen¬te sobre o mundo que os rodeia.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Folha Dirigida&lt;/span&gt;- Na sua opinião, qual a importância da leitura e da escrita dentro do processo de formação escolar?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; - É fundamental, é básico! A leitura e a escrita são quase como respirar e falar, ou seja, nos dias de hoje é extremamente difícil alguém sobreviver na nossa sociedade sem o desenvolvimento dessas habilidades.E quando falo em leitura e escrita, não apenas soletrar palavras (ler e não entender o que lê), ou escrever apenas o essencial. E algo mais. É o aluno se apropriar da leitura e da escrita como processos internos seus, que o auxiliam a pensar melhor, que têm características próprias,embora as funções sejam comuns. As exigências sociais apontam, cada vez mais, para a necessidade de  se dominar essas habilidades com competência e, é claro, a escola é essencial nesse processo, atuando como formadora / desafiadora  em sua proposta pedagógica.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha Dirigida&lt;/span&gt; - Que benefícios o hábito da leitura e o domínio da expressão escrita  são capazes de trazer aos estudantes?&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt; Denise Vilardo&lt;/span&gt; – O principal benefício é se sentir um cidadão pertencente ao mundo, e não apenas espectador da vida. Aliás, a leitura deveria se tornar um vício. Apenas hábito é pouco, além de ter uma conotação de "coisa chata". Já o vício é aquilo que traz prazer e você não consegue se livrar. Se tiver que haver um "vício do bem", que seja o da leitura. Já a expressão escrita é uma das  formas do homem dizer de si do mundo, podendo registrar suas crenças, seus sentimentos, dúvidas e certezas, produzindo novas formas de dizer, podendo registrar e compartilhar suas idéias. Acho que isso tudo colabora para a formação de um indivíduo mais feliz, que é, em primeiríssima instância, o motivo pelo qual vamos para a escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha Dirigida&lt;/span&gt; - Educadores são unânimes em afirmar o papel fundamental do incentivo à leitura e à escrita. No entanto, não são poucos os que afirmam.  que o estudante brasileiro ainda lê pouco e escreve mal. A senhora concorda com esta idéias? &lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; - Essa resposta dava uma tese... Vamos por partes: o estudante brasileiro lê pouco e escreve mal. Eu diria que o professor brasileiro lê pouco e também escreve mal. Por quê? Porque vivemos num sistema econômico extremamente perverso, em que os livros custam,em média, R$30,00. Esse é um valor proibitivo para o professor brasileiro. Significa, segundo os esforços do nosso Ministro da Educação, dez por cento do salário nacional para os professores...esse para mim é o principal motivo para as pessoas não lerem livros (revistas e jornais também são caros para se estabelecer uma rotina de leitura). Quanto a escrever mal, eu diria que nós escrevemos pouco. Nós não temos uma cultura de escrever. Os cursos médios e superiores não exigem que se escreva. Quanto mais você avança na escolaridade, me¬nos você escreve/inscreve a sua palavra. O sujeito é capaz de se formar num curso de graduação, sem ter escrito uma linha sequer de sua própria criação. Fomos formados, acreditando que só escreve bem quem tem um dom. Fomos forjados com essa "falsa verdade", e os cursos continuam fazendo isso com os estudantes. Fazendo as pessoas acreditarem que não são capazes... Esse é o resulta¬do. E aí saímos por aí, acreditando em um monte de "lugares-comuns", e buscando outro monte de culpados, espalhando que lemos pouco e escrevemos mal... Fala sério!... Quanto aos incentivos, a situação está melhorando. Hoje em dia existem vários movi¬mentos governamentais e não governamentais que incentivam a leitura e a expressão escrita.&lt;br /&gt; &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Folha-Dirigida&lt;/span&gt; - Como a senhora hora&lt;br /&gt;avalia a situação das bibliotecas públicas no Rio de Janeiro?  A criação de mais espaços como estes poderia ser uma forma de estimular o estudante a ler mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; - Ainda são poucos os espaços existentes e a programação oferecida é muito mal divulgada. Falta a mídia se interessar... É claro que quanto mais espaços tivermos, mais incentivo para ocupá-los, teremos. O que é necessário, e que esses espaços sejam de produção de leitura; ou seja, há que haver espaço para contação de histórias, para dramatizações, para troca de impressões sobre as leituras feitas e, também, para uma boa leitura silenciosa. O estudante vai se interessar mais pela leitura, na medida em que a escolar estimulá-lo a ler pela boniteza da palavra escrita e não para fazer prova, ou para responder a perguntas em um teste.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;br /&gt;Folha Dirigida&lt;/span&gt; – Quais os principais programas de incentivo à leitura e à produção textual desenvolvidos atualmente pela Secretaria Municipal de Educação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt; -  A SME desenvolve alguns projetos que têm, por mérito, o fato de terem surgido dentro das escolas, através de tra¬balhos desenvolvidos pelos profes¬sores e que foram acolhidos por esta Secretaria para serem compartilhados com os professores de todas as escolas. Há onze anos temos o Projeto Poesia na Escola, que tem como objetivos, trabalhar questões teórico-metodológicas relativas ao fazer poético, "apresentar" diferen¬tes poetas e suas poesias, estimular a produção do texto poético tanto em alunos, quanto em professores, através de oficinas para os profes¬sores. Esse trabalho se desdobra nas salas de aula, com os alunos e, anualmente, temos um "Concurso de Poesia", onde são selecionados cer¬ca de 60 poemas de alunos e 60 poemas de professores, que for¬mam duas coletâneas distintas e são publicadas em livros e distribuídas às escolas. Outro projeto que temos já há dezessete anos, é o "Lendo e escrevendo com prazer" que, em sua versão atual, trabalha com uma temática determinada a cada ano, mobilizando os professores, através de oficinas, onde são discutidas questões relativas aos diferentes  tipos de texto e sua produção. Cabe lembrar que, só neste ano, a Prefeitura disponibilizou R$500,00 para cada escola comprar os livros que julgasse mais interessantes para seus alunos e professores, para serem gastos na Bienal e, outros R$500,00 com a mesma finalidade, para o Salão do Livro Infanto-Juvenil, que ocorreu recentemente no MAM. Além de, é claro, participar de todos os projetos que estimu¬lam a participação social dos alunos, como o Redação 2001.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;DEBATES FIZERAM PARTE DA ROTINA DO PROJETO &lt;br /&gt;Cada escola que participou do Projeto redação 2001 procurou orientar o concurso da forma em que se encaixasse mais perfeitamente com sua orientação pedagógica.&lt;br /&gt;No entanto, pode-se dizer que um traço comum a todas foi o fato de todas realizarem atividades específicas voltadas para embasar os estudantes antes da elaboração. Na maior parte dos casos, esta preparação era feita através de debates, em sala de aula, a respeito dos temas escolhidos pelas equipes que coordenavam o projeto. Estudantes e professores, neste caso, levavam reportagens, textos e outras fontes de informação para incrementar as discussões.&lt;br /&gt;A etapa de preparação, que precedia a data em que os estudantes eram reunidos para elaboração de seus textos, não ficava apenas nos debates. Em várias escolas, professores levavam vídeos, livros e promoviam palestras com especialistas nos temas. Além disso, os estudantes eram incentivados a procurar em páginas da Internet material informativo que, depois, poderia ser usado em seus texto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-1690914518750953734?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/1690914518750953734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=1690914518750953734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/1690914518750953734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/1690914518750953734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/11/entrevista-folha-dirigida.html' title='Entrevista à Folha Dirigida'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-6904940035227226261</id><published>2009-11-16T11:52:00.000-02:00</published><updated>2009-11-16T11:53:23.449-02:00</updated><title type='text'>Carta a O Globo</title><content type='html'>Rio de Janeiro, 02 de fevereiro de 1999&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Editor, gostaria que o mesmo espaço dado ao Prof. Jerônimo Rodrigues de Moraes Neto, da UFRJ, para publicação do seu artigo A Educação caiu do cavalo, de 02/02/99,  fosse concedido a mim, numa tentativa de esclarecimento ao público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             A EDUCAÇÃO NÃO CAIU DO CAVALO PORQUE ANDA DE CARRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;             É fato que a crise econômica tem levado alunos oriundos das escolas particulares para as escolas públicas. É fato, também, que, assim que a situação familiar melhora um pouco, os pais retornam com os filhos para as escolas particulares.&lt;br /&gt;             Por que são melhores? Há controvérsias...&lt;br /&gt;             Gostaria de relativizar essa situação. É senso comum – e por isso mesmo está no imaginário social – que escola boa é a particular...&lt;br /&gt;             Podemos enumerar alguns motivos discutíveis:&lt;br /&gt;a) é porque não há falta de professores;&lt;br /&gt;b) é porque o “ensino é puxado”;&lt;br /&gt;c) é porque “não quero que meu filho se misture”;&lt;br /&gt;d) e, agora, é porque reprova.&lt;br /&gt;            Quanto ao primeiro possível motivo alegado, é fato que a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro tem se esforçado para garantir a presença dos professores nas classes, utilizando desde a abertura de concursos, periodicamente, até a contratação esporádica de profs. por tempo limitado. &lt;br /&gt;             Note bem: a falta de profs. não deve ser vista como conseqüência de baixos salários, uma vez que a maioria das escolas particulares, no Rio de Janeiro, paga menos que a Prefeitura. Não podemos ter como parâmetro meia dúzia de escolas que realmente pagam acima da tabela do sindicato, certo?&lt;br /&gt;             Na verdade, administrar uma Rede de quase 40 mil professores que se aposentam e se licenciam por motivos de saúde, ou para estudos – sim, a Prefeitura concede licenças para estudo, porque quer um professor qualificado, atualizado – requer muita competência. &lt;br /&gt;             Quanto ao item b, a maioria das famílias cai na balela do “ensino puxado”, muito mais por tradição, ou porque “no meu tempo era assim...” – que, normalmente, se traduz em páginas e páginas de deveres de casa, muitas unidades dos livros didáticos para estudar, questionários para responder e pesquisas que só os pais conseguem realizar. &lt;br /&gt;              Podemos enumerar, aqui também, os equívocos: os incontáveis deveres de casa servem, acreditam, para fixar a matéria dada na escola, esquecendo-se que a aprendizagem é construção e não fixação para decorar, além de, é claro, manter a criança ocupada com os deveres, que assim não pensa e nem faz “besteira”, e nem dá trabalho aos pais...&lt;br /&gt;             A escola é boa porque é exigente. Exige dever, exige nota, exige disciplina rígida. Afinal, alguém tem que dar educação a essas crianças... É a escola do “não pode”.&lt;br /&gt;             Naturalmente, deve ser por este motivo,  que a população brasileira é tão educada, sabida, e a elite de maior prestígio, que tem os rumos do país em suas mãos, é tão competente, tão honesta, é óbvio que é porque é fruto dessa escola exigente, que sempre foi tão boa...&lt;br /&gt;              O item c é o que, normalmente, as pessoas custam mais a assumir, mas que funciona mais ou menos assim: “Meu filho? Junto com aqueles favelados?”; “Aqueles meninos do CIEP não querem nada. Lá só tem preto. Eles não têm nem família!”&lt;br /&gt;              A quem estamos querendo enganar? É a Bélgica não querendo se encontrar com a Índia...&lt;br /&gt;              Somos brasileiros, misturados e deveríamos nos orgulhar disso, ensinando nossos filhos a respeitarem o próximo – que não é tão diferente assim de nós mesmos, como alguns querem crer.&lt;br /&gt;              O último item é o mais polêmico e as pessoas, afoitamente, começam a pré-julgar as situações, mais uma vez, dominadas pelo senso comum.&lt;br /&gt;              Escola boa é a que reprova. Por quê?&lt;br /&gt;              Desde quando ser reprovado em alguma coisa é bom?&lt;br /&gt;              Quantas pessoas foram reprovadas na sua trajetória escolar, porque ficaram faltando alguns décimos para alcançar a nota final? E tiveram que repetir um ano letivo inteiro, ouvindo as mesmas coisas que o ano anterior? Isso significa um ano na vida de uma pessoa. Será que é pouco? E o desestímulo que uma reprovação acarreta? E o sentimento de “sou burro”, “não consigo aprender”?&lt;br /&gt;               Em que isso ajudou/ajuda as pessoas a serem mais felizes ou mais sabidas? &lt;br /&gt;               É preciso que fique claro que, por trás de uma medida institucional – como a atribuição de conceitos PS – Plenamente Satisfatório (e, não, planejamento satisfatório como foi publicado); S – Satisfatório e EP – Em Processo – adotada pela SME/RJ, há estudos, há teorias, há muita prática, há discernimento, há consulta aos profs., há proposta filosófica e compromisso com cerca de 700 mil alunos e a população dessa Cidade que quer – e nós oferecemos – uma escola pública de qualidade.&lt;br /&gt;              É preciso que professores e não-professores entendam que o compromisso da Educação é com o ENSINAR e o APRENDER, e não com a aprovação ou a reprovação.&lt;br /&gt;              O prof. que , nos dias de hoje, se sente aviltado porque lhe tiraram o poder de aprovar ou reprovar, perdeu o bonde da história; colocou todas as suas fichas num cavalo manco – já que o prof. a quem tento responder gosta de metáforas envolvendo animais – e agora se sente injustiçado. Ah, coitado...&lt;br /&gt;              Será que é isso mesmo?&lt;br /&gt;              O professor é o único profissional que se orgulha da derrota. “Reprovei 30 alunos!” Que beleza!&lt;br /&gt;               E as famílias acreditam que esse professor é que é bom. É firme. É rígido. Com ele não tem brincadeira.&lt;br /&gt;               Eu não quero que o meu trabalho seja reduzido a um mero “aprovei ou reprovei tantos alunos”. Eu não preciso reprovar alunos para provar que a minha disciplina é importante e muito menos usar a avaliação (entenda-se testes e provas) para “dominar a turma” ou ameaçá-los.&lt;br /&gt;              Não é verdade que eu precise “submeter periodicamente” os meus alunos a uma avaliação, para me sentir mais honrada ou para justificar que o meu trabalho é sério e de qualidade.&lt;br /&gt;               Avaliação faz parte do processo pedagógico, da rotina escolar, e serve apenas para redirecionar o meu trabalho. Serve apenas para que eu verifique onde as coisas não vão bem para que possa melhorá-las.&lt;br /&gt;               Se existe a “cultura da nota” e não acreditamos mais nela, cabe a nós mesmos mudar o que esta aí.&lt;br /&gt;               Com todo o respeito, “... a alegria de encontrar a verdade...” vai depender de onde ela está e com quem. A partir de que pressupostos?&lt;br /&gt;               Prof. Jerônimo, todos têm direito à Educação. Todos têm direito à alegria. Não apenas os alunos dos grandes colégios particulares do Rio de Janeiro, como o Sr. teima em comparar.&lt;br /&gt;               Não há leviandade em querer que alunos da Rede Pública APRENDAM, sem precisarem ser massacrados pela escola. Com certeza a vida já se incumbiu de massacrá-los.&lt;br /&gt;               Não é reprovando que se garante seriedade. Se assim fosse, do jeito que reprovamos tanto todo esse tempo, seríamos um povo carioca seríssimo...&lt;br /&gt;               E a SME/RJ não quer a aprovação automática. Quer, sim, que os professores ensinem e que os alunos aprendam; que sejam vistos, professores e alunos, como sujeitos, cidadãos que estão fundando um novo tempo.&lt;br /&gt;               Tempo de compreensão, de sabedoria, de solidariedade, de respeito, de justiça, de realidade (e não de faz-de-conta).&lt;br /&gt;               Tempo, prof. Jerônimo, de andar de carro, e por isso não dá  mais pra cair do cavalo.&lt;br /&gt;            &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                Profª Denise Vilardo Nunes Guimarães&lt;br /&gt;                Profª. da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro&lt;br /&gt;                Profª da Rede Particular&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-6904940035227226261?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/6904940035227226261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=6904940035227226261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6904940035227226261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6904940035227226261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/11/carta-o-globo.html' title='Carta a O Globo'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-3950088171088913212</id><published>2009-08-12T23:30:00.000-03:00</published><updated>2009-08-12T23:31:01.092-03:00</updated><title type='text'>Gripe suína + Rede Social + Educação = Inovação</title><content type='html'>O mote: a gripe suína&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade/o desafio: retomar o ano letivo no Colégio Graham Bell, sem prejuízo das aulas para os alunos e sem que eles fiquem juntos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição: Rede Social Peabirus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mote, decididamente, não é empolgante. Mas é absolutamente persuasivo  não fiquem juntos, em locais fechados, porque vocês podem pegar uma gripe e morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A necessidade/responsabilidade com a aprendizagem dos alunos, o cumprimento legal de 200 dias letivos, a retomada das aulas. O desafio de dar continuidade ao curso com os alunos separados, em locais diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A condição, viabilizada pela Rede Social Peabirus, veio de encontro a uma vontade acalentada há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rede Peabirus é a primeira plataforma de Articulação Social, totalmente brasileira e, como tal, conecta profissionais, instituições e empresas. Além de procurar desenvolver oportunidades de negócios, se propõe a compartilhar informações e construir conhecimentos. É uma Rede que busca a inovação em tempo integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2006 que mantemos a Comunidade do Colégio Graham Bell (http://www.peabirus.com.br/redes/form/comunidade?id=577 ), com o objetivo de ser um ambiente de cooperação que facilita e promove a troca de informações não apenas sobre o próprio Colégio, mas também na geração de conhecimento coletivo acerca de questões relacionadas à Educação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos cada vez mais convictos que as Redes Sociais são um vasto ambiente de Aprendizagem, não apenas no sentido informal, mas também potencialmente formal. Tudo depende da maneira como as utilizamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos, no mesmo espaço, informação, compartilhamento de idéias, lazer  e possibilidade de construção de novas concepções. De que mais precisamos para educar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Redes Sociais propiciam não só a possibilidade de interagirmos socialmente  mas, na nossa concepção, são espaços de convergência que permitem o debate, através da "navegação" -  que é a própria base das Redes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso específico da Rede Peabirus,  ela facilita o fluxo de informações (pessoais, institucionais e comerciais) de seus membros e, por isso, suas páginas são abertas para a navegação de usuários não logados e seus conteúdos são indexados e distribuídos em vários ambientes na Internet: mecanismos de busca, microblogs, social bookmarks, outras redes sociais, mapas, sites, blogs, portais entre outros. Permite, ainda, a publicação de conteúdos como textos, imagens, vídeos, áudios, hyperlinks, widgets, gadgets, mashups, a troca de mensagens e o desenvolvimento de ações de e-commerce de maneira totalmente livre para os usuários cadastrados e logados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma condição de sobrevivência nesse meio é a constante atualização de recursos. Nesse sentido, a Rede Peabirus também não pára!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de oferecer os mecanismos já tradicionais de criação de comunidades sobre todos os temas (institucionais ou não) e a possibilidade de participação de "n" maneiras (fóruns, mensagens e outros etecéteras), também proporciona a distribuição dos conteúdos dentro e fora da Rede Peabirus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todos esses motivos e por mais alguns, propusemos a essa Rede Social uma parceria para que nossos professores e alunos começassem a utilizá-la de maneira formalizada e intencionalmente educativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Criamos Comunidades para todas as disciplinas e é nesses espaços que alunos e professores estão imersos, aprendendo e ensinando uns aos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Colégio Graham Bell é uma Cooperativa de Educadores, fica no Rio de Janeiro, e o nosso foco é o Ensino Médio Técnico, nas áreas de Telecomunicações, Informática e Eletrônica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos por meta oferecer e construir uma educação diferenciada, em que o aluno é realmente o centro das nossas atenções, como um indivíduo que pensa, tem sentimentos, desejos e está tentando compreender esse mundo em que vivemos. Trabalhamos com a autonomia, o conhecimento e a responsabilidade desse ser que já um cidadão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acreditamos que os jovens querem muita coisa, contrariando os que gostam de afirmar que “eles não querem nada” e nos sentimos responsáveis para ajudá-los a se tornarem pessoas mais sabidas e felizes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos no endereço: &lt;a href="http://www.peabirus.com.br/redes/form/inicio"&gt;http://www.peabirus.com.br/redes/form/inicio&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;br /&gt;Coordenadora Pedagógica do Colégio Graham Bell&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-3950088171088913212?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/3950088171088913212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=3950088171088913212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3950088171088913212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3950088171088913212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/08/gripe-suina-rede-social-educacao.html' title='Gripe suína + Rede Social + Educação = Inovação'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-5036015260813384329</id><published>2009-05-29T00:49:00.000-03:00</published><updated>2009-05-29T00:50:34.510-03:00</updated><title type='text'>Não se educa com proibição!</title><content type='html'>De acordo com a Lei 5453/09, recém sancionada pelo governador do Estado do Rio de Janeiro, está proibido o uso de aparelhos MP3, MP4, walkman, game boys, agendas eletrônicas, máquinas fotográficas, além dos celulares nas salas de aula, bibliotecas e outros espaços de estudo das escolas da Rede Estadual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convido a todos os interessados a fazerem uma reflexão comigo a partir da seguinte premissa: qualquer atitude de proibição, pura e drasticamente, deseduca mais do que educa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as vezes que lidamos com o que é proibido, temos mais vontade ainda de realizá-lo. Isso é natural do ser humano. Proibir por proibir, ou criar mecanismos de censura ao que julgamos que deva ser censurado, costuma acirrar mais ainda a vontade de se alcançar o objeto de desejo. E aí, fatalmente, as crianças e jovens (porque são saudáveis) vão procurar meios de burlar o que está sendo negado a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lidar com máquinas e aparelhos eletrônicos, para essa geração de crianças e jovens com os quais estamos lidando, faz todo o sentido. Não se trata de ser bom ou ruim. Está aí, e a nossa tarefa é transformar essa relação em algo produtivo, que gere novos conhecimentos. Qualquer coisa menos que isso, significa que estamos subutilizando as máquinas ou que temos medo delas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também não acredito no "pode tudo", porque essa atitude também não educa. É preciso conversar, reconversar, criar consciência, discutir os "não pode" e estabelecer acordos. Acordos de horários, acordos sobre os tipos de jogos que são mais ou menos adequados, acordos sobre a utilização de aparelhos eletrônicos nos espaços de estudo etc. E, cabe, aos adultos da relação, cumprir os acordos. Isso significa educar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas questões são fundamentais e, na minha experiência de mãe e educadora de jovens (trabalho com jovens na faixa dos 15 aos 21 anos), creio que a mais importante de todas é a coerência. Coerência entre o que pensamos, sentimos e agimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se educa com um discurso diferente da maneira como agimos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dá pra ficar fazendo discurso de ter que ser respeitador, se o jovem não percebe o respeito nas relações que ele vivencia. Não dá pra dizer pro menino não ser preconceituoso, se ele observa a maneira pouco digna dos adultos (pais, professores) tratarem as pessoas que são diferentes deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos sair do senso comum e abandonar os estereótipos que marcam os jovens como aqueles seres difíceis, inadaptáveis, que “não querem nada”... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles querem sim, querem ser tratados como pessoas que pensam, capazes de tomar decisões e querem também perceber que somos coerentes (nós, os adultos). O que eles não acreditam é na hipocrisia e odeiam ser enganados pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olho no olho. Sempre. Verdade. Franqueza. Virtudes. Fragilidades. Consistência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra coisa que considero fundamental, além da coerência, é não nos esquecermos de como éramos quando adolescentes. Quais eram os nossos sonhos, em que pensávamos, o que fazíamos para “enganar” os nossos pais e professores, como gostaríamos de termos sido tratados. Essa medida – de como éramos – nos ajuda muito a entender quem eles são e como eles agem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, por último, da minha lista de “fundamentais”, é não ter medo de dar limites, não ter medo de dizer não. E, não é o não pelo não. É o não argumentado, denso, com propósito. É o não que convence.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos seres sociáveis e, como tais, estabelecemos compromissos de convivência para podermos avançar nos nossos propósitos comuns. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do que falei é fácil de ser realizado no dia a dia, mas é possível e é bom que seja tentado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse texto aparentemente sem nexo vem questionar, por fim, por que os professores do Estado do Rio de Janeiro precisam de uma lei para lhes dizer o que pode/deve ou o que não pode/não deve ser feito dentro do espaço escolar? Por que os professores precisam dessa tutela?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dizer que vamos abrir mão de todas as possibilidades educadoras que os MPs, celulares, câmeras fotográficas etc nos trazem porque não sabemos dizer não? É isso mesmo, professores? Quer dizer que não sabemos mais educar? Precisamos de leis para nos dizer o que é adequado ou não nas nossas salas de aula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é nosso dever, educadores que somos, ensinar os nossos alunos a utilizarem as tecnologias, sabendo tirar o melhor proveito delas, com espírito crítico e ético? Não somos nós que temos que estar na vanguarda do processo pra poder ajudar os nossos alunos a compreenderem melhor o mundo em que vivem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vamos fazer isso nos escondendo do mundo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se educa com proibição. Educa-se com consciência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-5036015260813384329?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/5036015260813384329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=5036015260813384329' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5036015260813384329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5036015260813384329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/05/nao-se-educa-com-proibicao.html' title='Não se educa com proibição!'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-8651317659325761785</id><published>2009-02-04T11:40:00.000-02:00</published><updated>2009-02-04T11:43:19.981-02:00</updated><title type='text'>As profissões invisíveis</title><content type='html'>Há algum tempo saiu uma reportagem numa dessas revistas semanais, contando sobre a experiência de um psicólogo, estudante de mestrado na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um bom tempo, não lembro exatamente quanto, ele se vestia de gari e ficava varrendo o campus universitário. A experiência serviu de pesquisa para a sua dissertação, que pretendia discorrer sobre as “profissões invisíveis”*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante ficou entre assustado e deprimido, porque seus colegas e professores passavam por ele e sequer o cumprimentavam, não o reconheciam naquele uniforme, simplesmente porque não percebiam a sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor da Universidade Federal de Sergipe, Doutor Marcus Eugênio, em recente entrevista aos jornalistas Paloma Abdallah e Wellington Nogueira, diz que existem basicamente duas teorias para explicar as causas da invisibilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira explica a invisibilidade a partir da percepção dos indivíduos. As pessoas estariam tão familiarizadas com o ambiente, que ele não produziria qualquer tipo de estímulo nelas. Assim, como um pedinte já faz parte da paisagem do centro das grandes cidades, muitas vezes passamos por eles e não nos damos conta. Segundo ainda o mesmo professor, a outra teoria utilizada pela Psicologia é a da banalização. Essa tem a ver com a despersonalização dos indivíduos. Muito utilizada no exercício de certas profissões, como por exemplo, os médicos, quando tratam seus pacientes pelo número do quarto em que estão internados ou pela doença de que o paciente é portador. Ou, ainda, quando os professores “conhecem” seus alunos pelo número da ficha de chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe essa discussão para os meus alunos – turma de adultos que já trabalham na área das Telecomunicações – e que, pressionados pelas firmas, vêm buscar o curso técnico. E foi uma discussão muito rica, com tristes constatações, na medida em que eles se perceberam como parte desse grupo de profissionais “invisíveis” todo o tempo, porque trabalham nas ruas, pendurados nos postes, ou enfiados nos subterrâneos das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras profissões e outras tantas ocupações trazem a marca da invisibilidade. E são, na maioria da vezes, praticadas por quem nos assegura limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação. São os lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não nos causa orgulho algum é a confirmação de que a invisibilidade social atinge todas as profissões que na, escala social, são consideradas inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas que trabalham diariamente, têm responsabilidades e, no entanto, só o que se enxerga é o que está fora delas, é o que elas produzem, é o serviço que elas prestam. E, só percebemos a existência delas, se ficarmos insatisfeitos com a qualidade do serviço oferecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem que vir em primeiro lugar, sempre. Não dá mais para ficarmos errando tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Seu estudo deu origem ao livro “Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social”. E seu nome é Fernando Braga da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-8651317659325761785?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/8651317659325761785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=8651317659325761785' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/8651317659325761785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/8651317659325761785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2009/02/as-profissoes-invisiveis.html' title='As profissões invisíveis'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-6434007808579617582</id><published>2007-10-01T21:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-01T21:08:59.021-03:00</updated><title type='text'>Por que paramos de ensinar?</title><content type='html'>&lt;div style="margin: 5px 0px 10px;"&gt;      Há uma situação insustentável, com a qual os sistemas públicos vêm se deparando, e tentando resolver, desde a década de 80.&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 5px 0px;"&gt;&lt;div id="HOTWordsTxt"&gt;&lt;span class="lnk13"&gt;&lt;br /&gt;Nossos índices de reprovação são absurdos e essa é a maior causa da evasão escolar, conseqüentemente. Ou seja, meninos e meninas, reprovados seguidamente, acabam abandonando a escola. São gerações e gerações vivenciando esse processo. O resultado não pode ser outro: desemprego, alastramento das ocupações informais e gente morando nas ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reverter esse quadro é tarefa das grandes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente, há que se levar em conta que vivemos numa estrutura escolar forjada no século XIX e com a qual lidamos até hoje: isso se manifesta desde a ocupação física da sala de aula – com carteiras dispostas umas atrás das outras – até a organização curricular – aulas de 50 minutos, de disciplinas diferentes, sem qualquer ligação entre elas, passando pelos cânones disciplinares, que mais parecem os de um quartel, do que de um local onde se aprende e se constrói conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse último item não é reconhecido pelos próprios professores, uma vez que ainda se trabalha com a idéia de que a escola é local para “passar” informações, e não para criar conteúdo.&lt;br /&gt;Junte-se a essa receita infalível o fato de que, a partir da década de 70, com a universalização do ensino, imposta por Lei Federal, as escolas passaram a receber, em massa, crianças e jovens das classes populares, que nunca se livraram do estigma de &lt;i&gt;“não aprendem porque são pobres, e se são pobres comem pouco e mal, e se comem pouco e mal, seus neurônios não se desenvolvem como deveriam...”&lt;/i&gt;, portanto, acredita-se:eles não aprendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um outro dado relevante é que a Academia que forma professores – que deveria sair na frente, propondo soluções e acompanhando o progresso de pesquisas e experimentando-as – continua a ser a mais retrógrada das instituições, a que tem mais dificuldade em avançar em qualquer proposta de mudança. É a manutenção do “status-quo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse sentido, reprovar em larga escala os alunos compõe um quadro coerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, na minha opinião, é mais desastroso nisso tudo, não é o fato de se reprovar, mas é o fato de &lt;b&gt;não se ensinar&lt;/b&gt;! Essa é a grande questão. Se estivessem reprovando alunos e, os aprovados estivessem saindo da escola muito sabidos, eu dava a mão à palmatória. Os meninos e meninas saem das escolas sem saber muita coisa, além do que teriam aprendido se não tivessem freqüentado escola alguma! Os alunos não pararam de &lt;a href="http://www.peabirus.com.br/redes/form/post?topico_id=5735#" onclick="hwClick19696485390730(5476747);return false;" style="border-bottom: 1px dotted rgb(255, 153, 0); color: rgb(0, 0, 0); text-decoration: underline;" onmouseover="hw19696485390730(event, this, '5476747');" onmouseout="hideMaybe(event, this);" oncontextmenu="return false;"&gt;aprender&lt;/a&gt;. A escola é que parou de ensinar – ou insiste em ensinar o que não tem sentido, não tem significado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os índices de reprovação são lastimáveis? São, sem dúvida alguma, e há que se estudar a respeito do desenvolvimento da inteligência, para se perceber que o ser humano é um ser potencialmente "aprendente" – não devemos reprovar, pelo simples fato de que não desaprendemos; a reprovação leva à evasão? Perfeitamente. É ato contínuo. Mas não adianta apenas termos &lt;i&gt;“escolaridade estatística”&lt;/i&gt;, é preciso que as pessoas se apropriem do conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso vai afetar a produtividade de um país, o que vocês acham?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-6434007808579617582?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/6434007808579617582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=6434007808579617582' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6434007808579617582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6434007808579617582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/10/por-que-paramos-de-ensinar.html' title='Por que paramos de ensinar?'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-365620500041897835</id><published>2007-06-14T01:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T01:28:36.851-03:00</updated><title type='text'>O que é que a gente tem a ver com isso?</title><content type='html'>&lt;span class="lnk13"&gt;&lt;b&gt;Média do Enem deste ano é a pior desde 2002&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Os quase três milhões de estudantes que fizeram a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) este ano tiveram, na parte objetiva, média de 36,90, a pior desde 2002 e 10 pontos inferior a 2003. Em nenhum dos Estados a média de acertos passou de 40%. Em redação, o resultado, como é recorrente, foi melhor que na prova objetiva, mas também caiu em relação a 2005 e só é maior que em 2004, quando a média foi, pela primeira vez, inferior a 50 pontos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ministério da Educação afirma que não é possível comparar um ano do Enem com o anterior, já que a prova é voluntária e a amostra termina por ser diferente. Mas, com três milhões de pessoas candidatos a uma vaga no ensino superior, é possível se dizer que esses estudantes sabem menos do que deveriam depois de terminar a escola básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais significativo, os alunos chamados de egressos - que terminaram o ensino médio há mais tempo - tiveram resultados melhores do que estudantes concluintes, que ainda têm frescas na cabeça as matérias ensinadas na escola. "Pode ser que esses egressos já tenham feito algum curso, entrado na faculdade", diz Reynaldo Fernandes, presidente do Instituto Nacional de Estatísticas e Pesquisas em Educação (Inep).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O que acontece é que se perdeu o foco na educação básica e na aprendizagem dos alunos", diz o deputado Paulo Renato Souza (PSDB), ex-ministro da Educação. "O conjunto de resultados mostra uma deterioração, um retrocesso no ensino que é preocupante".&lt;br /&gt;_________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;                  &lt;span class="lnk12"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Onde estão os nós?&lt;/b&gt;&lt;/span&gt; &lt;span class="lnk13"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um quadro lastimável que os resultados das avaliações nacionais nos apresentam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso reflete, sim, lá na frente, na falta de preparo do trabalhador, mas antes disso, esse quadro reflete o descompromisso da sociedade não apenas com a Educação, mas com ela própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se quisermos entender um pouco desse processo, não podemos descontextualizar a Educação de todo o resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando pergunto onde é que está o nó, seguido de por que é que os professores pararam de ensinar, é porque tenho localizado esse "fenômeno" nos anos 80 pra cá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente quando os processos de desenvolvimento se aceleraram e as desigualdades foram ficando mais marcadas e marcantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A universalização da escola pública - trazendo pra dentro dela, obrigatoriamente, todas as crianças de 7 a 14 anos - começou nos anos 70, se consolidou nos 80, e encontrou professores completamente despreparados para lidar com essa realidade. As turmas de crianças limpinhas, bem alimentadas e com família estável, foram dando lugar a turmas de crianças sem referência familiar, sem alimentação adequada e sem noções básicas de "integração na estrutura social". Notem que em nenhum momento estou falando de crianças menos inteligentes ou com pouca capacidade de aprendizagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como disse antes, esse quadro não pode ser visto de maneira desvinculada do contexto sócio-econômico que também se apresentava nesse momento. Acabávamos de descobrir que o milagre econômico não existia, emburacávamos numa das maiores crises já vividas, traduzidas em desemprego em massa; além das famílias, também da classe média, começarem a desmoronar em todos os aspectos. Casamentos desfeitos passam a ser a tônica. A crise ética na política também começa a ficar mais evidente. Há correntes de estudiosos que afirmam, inclusive, que foi um período de pouca criatividade artística e cultural. O acesso às drogas também começa a se "naturalizar". E a corrida tecnológica avança enlouquecidamente. Não há lideranças e muito menos preocupação em formar novos líderes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viramos um país à procura de identidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a escola? Completamente à parte disso tudo, continua a agir com o mesmo modelo do fim do século XIX e início do XX. Não sabe como se inteirar/integrar nessa realidade e ignora o contexto. E, parece, continua ignorando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junte-se a isso tudo, o descaso com a infra-estrutura educacional, o surgimento de inúmeros modismos pedagógicos importados e as relações de poder completamente corrompidas dentro e fora das instituições escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, o professor, sem formação adequada (muitos, leigos, por esse Brasil afora), sem atualização profissional, sem salário digno, sem apoio pedagógico, sem, sem, sem... vai se tornando um profissional que não sabe mais de si mesmo, perdendo também a sua identidade, sem saber pra onde ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pára de ensinar! Não porque quer, mas porque não sabe mais como, nem pra quê! Ele próprio passa a acreditar que não vale a pena investir "em quem não quer nada..." ou "que esse menino não vai ser nada na vida mesmo..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos professores desistiram dos nossos alunos, porque não aprenderam a lidar com a diversidade. Ainda são "preparados" para dar aulas para alunos ideais, interessados e obedientes, criados a danoninho, sustagem e leite ninho...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escola vira um depósito de crianças e jovens, um onde ninguém mais quer estar. É ruim pra todo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a escola insiste nas práticas tradicionais, desconhecendo todo o processo de mudança que vem ocorrendo continuamente e, quando percebe que precisa mudar, não sabe pra que lado ir, porque não está acostumada a pensar, só a cumprir ordens e medidas autoritárias, e portanto tem medo de ousar. E, pior que tudo, não tem um projeto de sociedade para tentar alcançar. Não tem metas, não tem utopia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às questões disciplinares, situações de violência vivenciadas nas escolas, aprovação/reprovação, podemos continuar afirmando que não podem ser vistas de maneira descontextualizada. A escola não é um oásis no meio do deserto (embora até seja para alguns alunos), ela é produto do que acontece do lado de fora. A diferença é que ela não pode/deve reproduzir as atitudes do exterior, mas deve ter a preocupação de formar cidadãos para modificá-lo. E isso não está feito, não tem receita pronta. É construir no próprio caminhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante de uma grande oportunidade de virar esse jogo, através do Projeto OLPC, que tem tudo para criar ânimo novo nos educadores, dando fôlego a quem precisa e apontando para uma escola que ensine e para professores e alunos que se percebam construtores de conhecimento.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-365620500041897835?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/365620500041897835/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=365620500041897835' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/365620500041897835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/365620500041897835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/o-que-que-gente-tem-ver-com-isso.html' title='O que é que a gente tem a ver com isso?'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-5922376678470377791</id><published>2007-06-14T01:06:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T01:08:36.906-03:00</updated><title type='text'>Vamos começar do início?</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Como dizia Paulo Freire, educamo-nos sempre em comunhão. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Partindo desse princípio, qualquer ato educativo pressupõe relação e presença, e com a atividade educativa via computadores não é diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Ou seja, a educação virtual supõe conexão com outras pessoas: relação e presença. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E, se estamos todo o tempo falando em "Educação em &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Rede&lt;/span&gt;", "aprender em &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Rede&lt;/span&gt;", isso compreende que devemos passar a utilizar uma referência educativa exatamente oposta ao que se vê atualmente, que é uma educação individualista, voltada para a competição e para o "como levar vantagem".&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A Educação em &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Rede&lt;/span&gt; necessita de conectividade, companheirismo, colaboração. E para que &lt;span&gt; &lt;/span&gt;isso ocorra, eu já disse isso aqui outras vezes, precisamos de ideologia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;De nada adiantará distribuir computadores &lt;span&gt; &lt;/span&gt;sem ideologia, sem mudança de comportamento, de atitude frente à aprendizagem. &lt;span&gt; &lt;/span&gt;As máquinas podem chegar às escolas e nada representarem, se não houver uma mudança radical no ambiente escolar, nas concepções que ainda perduram. Tem que haver um projeto político-pedagógico que acolha o projeto de informática, e um projeto de informática que expresse o projeto político-pedagógico. É via de mão-dupla.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Moacir Gadotti (professor &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; USP e diretor do Instituto Paulo Freire), diz: &lt;i&gt;"O novo meio exige uma visão mais construtivista e interacionista, em oposição ao instrumentalismo e à competitividade dominantes. Uma nova &lt;b&gt;&lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Pedagogia&lt;/span&gt; &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; Virtualidade &lt;/b&gt;faz-se necessária. Não basta ser usuário de um computador ou saber navegar pela Internet. Com a Educação em &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Rede&lt;/span&gt;, a formação centra-se na aprendizagem. Muda, portanto, o foco &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; educação tradicional."&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/i\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;E, para que isso ocorra efetivamente,\nprecisamos de professores com uma nova atitude, porque espera-se uma Educação\nque também seja produção, seja mediação e acompanhamento. Por enquanto, os\nprofessores ainda não perceberam o seu tremendo potencial de companheiros de idéias\nemancipatórias e de fomentadores de projetos inter/transculturais.\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;Isso tudo pra tentar dizer que os softwares\nmais bonitos, sofisticados e competentes não garantirão melhoria de\naprendizagem, sem que a dimensão desse professor/mediador seja revista, sem que\nhaja uma profunda transformação dos modelos existentes. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;Os softwares educativos, por si, não\nrealizarão milagres.\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;A &amp;quot;Educação em Rede&amp;quot; tem todos os\nrequisitos necessários para detonar a urgente e necessária mudança da escola\nque ainda existe. \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;E assim, quem sabe, os meninos passem a\naprender a aprender?\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;Um grande abraço a todos\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt;Denise Vilardo\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\u003cp\&gt;\u003cspan lang\u003d\"PT-BR\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\n\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Message: 2\u003cbr\&gt;Date: Sat, 7 Apr 2007 13:43:56 -0100\u003cbr\&gt;From: &amp;quot; Jos? Antonio &amp;quot; &lt;\u003ca href\u003d\"mailto:joseantoniorocha@gmail.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;joseantoniorocha@gmail.com\n\u003c/a\&gt;&gt;\n\u003cbr\&gt;Subject: [OLPC Brasil] Softwares educacionais t?m efic?cia duvidosa\u003cbr\&gt;To: &amp;quot;OLPC Brasil&amp;quot; &lt;\u003ca href\u003d\"mailto:Brasil@laptop.org\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;Brasil@laptop.org\n\u003c/a\&gt;&gt;, EADBR &lt;\n\u003ca href\u003d\"mailto:eadbr@googlegroups.com\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;eadbr@googlegroups.com\u003c/a\&gt;&gt;,\u003cbr\&gt;        &amp;quot;EAD Unicamp&amp;quot; &lt;\u003ca href\u003d\"mailto:ead-l@listas.unicamp.br\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\n\nead-l@listas.unicamp.br\u003c/a\&gt;&gt;\u003cbr\&gt;Message-ID:\u003cbr\&gt;        &lt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E, para que isso ocorra efetivamente, precisamos de professores com uma nova atitude, porque espera-se uma Educação que também seja produção, seja mediação e acompanhamento. Por enquanto, os professores ainda não perceberam o seu tremendo potencial de companheiros de idéias emancipatórias e de fomentadores de projetos inter/transculturais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Isso tudo pra tentar dizer que os softwares mais bonitos, sofisticados e competentes não garantirão melhoria de aprendizagem, sem que a dimensão desse professor/mediador seja revista, sem que haja uma profunda transformação dos modelos existentes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Os softwares educativos, por si, não realizarão milagres.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;A "Educação em &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Rede&lt;/span&gt;" tem todos os requisitos necessários para detonar a urgente e necessária mudança &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; escola que ainda existe. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;E assim, quem sabe, os meninos passem a aprender a aprender?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;Um grande abraço a todos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-5922376678470377791?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/5922376678470377791/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=5922376678470377791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5922376678470377791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5922376678470377791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/vamos-comear-do-incio.html' title='Vamos começar do início?'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-57337770224592874</id><published>2007-06-14T01:02:00.001-03:00</published><updated>2010-09-13T22:18:26.909-03:00</updated><title type='text'>Respondendo a mais críticas à OLPC</title><content type='html'>Espaço há, pra tudo nesse mundo, mas temos a responsabilidade e cada vez mais consciência de que precisamos, sim, de discussões filosóficas, de parâmetros ideológicos - porque não existe Educação isenta de intencionalidade. E ao escolhermos essa ou aquela vertente, estamos dizendo a que viemos e aonde queremos chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São as necessárias decisões políticas, no caso, político-pedagógicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por se acreditar que há espaço para qualquer iniciativa, boas ou ruins (e essa adjetivação é absolutamente subjetiva), é que temos convivido com toda uma gama de situações cujo resultado é o que temos, quase nada. Confundimos instrução com Educação, sem conseguir sequer dar conta &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; primeira, ou imaginando que a primeira levará à segunda... Por se acreditar que qualquer iniciativa é válida é que se multiplicam os projetos de alfabetização, por exemplo, onde as pessoas aprendem apenas a decodificar o código, mas não se apropriam &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; leitura e &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; escrita, portanto, não aprendem a ler e a escrever... &lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Equívocos\nà parte... mais uma vez reitero a idéia de que estamos diante de uma\noportunidade única, de estarmos fazendo parte de um momento histórico\nem que podemos mudar o rumo do que tem sido feito até então. Essa\nmudança é radical e diz respeito, sim, ao tipo de material que iremos\nutilizar e como iremos utilizar, porque sabemos onde queremos chegar.\nQueremos uma\nsociedade pensante, e para educar pessoas para pensar não serve\nqualquer iniciativa dita educacional.\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Decididamente, &amp;quot;qualquer coisa&amp;quot;  não serve!\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;É\numa mudança que vislumbra um salto qualitativo na Educação do nosso\npaís, levando em conta tudo o que já aprendemos. É hora de sair do\nlugar-comum, de fazer diferente, o que nunca foi tentado, sem medo de\ncriarmos os nossos próprios modelos.\n\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Grande abraço a todos.\u003cbr\&gt;\u003cspan\&gt;\u003cbr\&gt;Denise Vilardo \u003c/span\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cdiv\&gt;\u003cspan class\u003d\"gmail_quote\"\&gt;Em 01/05/07, \u003cb class\u003d\"gmail_sendername\"\&gt;Juliano Bittencourt\u003c/b\&gt; &lt;\u003ca href\u003d\"mailto:juliano@lec.ufrgs.br\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\njuliano@lec.ufrgs.br\u003c/a\&gt;&gt; escreveu:\u003c/span\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Equívocos à parte... mais uma vez reitero a idéia de que estamos diante de uma oportunidade única, de estarmos fazendo parte de um momento histórico em que podemos mudar o rumo do que tem sido feito até então. Essa mudança é radical e diz respeito, sim, ao tipo de material que iremos utilizar e como iremos utilizar, porque sabemos onde queremos chegar. Queremos uma sociedade pensante, e para educar pessoas para pensar não serve qualquer iniciativa dita educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decididamente, "qualquer coisa"  não serve!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma mudança que vislumbra um salto qualitativo na Educação do nosso país, levando em conta tudo o que já aprendemos. É hora de sair do lugar-comum, de fazer diferente, o que nunca foi tentado, sem medo de criarmos os nossos próprios modelos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-57337770224592874?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/57337770224592874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=57337770224592874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/57337770224592874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/57337770224592874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/mais-crticas-ao-olpc.html' title='Respondendo a mais críticas à OLPC'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-3212020032402370309</id><published>2007-06-14T00:54:00.002-03:00</published><updated>2010-09-13T22:15:36.407-03:00</updated><title type='text'>Respondendo às críticas à OLPC</title><content type='html'>&lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;Da&lt;/span&gt; mesma maneira que as crianças que terão oportunidade de lidarem com os laptops no seu cotidiano não deixarão de pular amarelinha, nem de brincar de pique-esconde, e ainda continuarão plantando feijões no algodão úmido e medindo a sala de aula com barbante - porque as coisas não se excluem, mas se complementam e se ampliam - convivemos com escolas onde os laboratórios de informática ficam fechados e, ainda, bibliotecas escolares não são acessíveis aos alunos, para não "estragarem", convivendo com iniciativas bastante sérias e produtivas - em escola públicas, sim - onde alunos e professores têm oportunidade de realizar trabalhos belíssimos de primeira linha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dêem uma olhada no &lt;a href="http://internetnaeducacao.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;http://internetnaeducacao&lt;wbr&gt;.blogspot.com/&lt;/a&gt;  e encontrarão uma infinidade de relatos de experiências fantásticas que já estão acontecendo nesse país, envolvendo professores e alunos de escolas públicas que, a despeito de toda adversidade, encontram oportunidade e têm compromisso e responsabilidade com os princípios fundamentais &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; educação de construir conhecimento e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;p lang="pt-BR"&gt;Nós, educadores, somos responsáveis pelo debate e pelo esclarecimento pedagógico do que deve ser feito na escola. E escola é lugar de formar gente em suas potencialidades e diferenças. &lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de compreender e aprender para o mundo que estamos vivendo agora, e não para um futuro que sequer sabemos qual será. &lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de se pensar alternativas para melhorarmos o que não está bom, de se aprender a lutar pelo bem estar coletivo.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt; Escola é lugar de formamos pessoas para respeitarem-se umas às outras, para serem colaborativas, justas e dignas.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de ampliar e produzir conhecimentos.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt; Escola é lugar de transformação.&lt;/p&gt; &lt;p lang="pt-BR"&gt;E se a sociedade está do jeitinho que está, cheia de gente "sabida e esperta, que só sabe levar vantagem em tudo", é porque temos formado gerações e gerações, sem nos preocuparmos com as transformações necessárias, preocupados que somos com a manutenção de uma coletividade perversa, que já se mostrou suficientemente incapaz de acolher os verdadeiros valores &lt;span id="st" name="st" class="st"&gt;da&lt;/span&gt; vida humana.&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/p\&gt; \u003cp lang\u003d\"pt-BR\"\&gt;E os laptops chegam para ajudar nessa urgente e necessária mudança. E não pode chegar devagarzinho, nas pontas dos pés, mas tem que chegar assim mesmo, mobilizando as pessoas, desestabilizando as &amp;quot;verdades&amp;quot; estabelecidas e criando um caos inicial, para que depois se retome o ponto de equilíbrio.\n\u003cbr\&gt;\u003c/p\&gt;Um grande abraço a todos\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;Denise Vilardo\u003cbr\&gt;\u003cbr\&gt;\u003cdiv\&gt;\u003cspan class\u003d\"gmail_quote\"\&gt;Em 19/05/07, \u003cb class\u003d\"gmail_sendername\"\&gt;Paulo Drummond\u003c/b\&gt; &lt;\u003ca href\u003d\"mailto:ptdrumm@terra.com.br\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\nptdrumm@terra.com.br\n\u003c/a\&gt;&gt; escreveu:\u003c/span\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/p&gt; E os laptops chegam para ajudar nessa urgente e necessária mudança. E não pode chegar devagarzinho, nas pontas dos pés, mas tem que chegar assim mesmo, mobilizando as pessoas, desestabilizando as "verdades" estabelecidas e criando um caos inicial, para que depois se retome o ponto de equilíbrio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-3212020032402370309?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/3212020032402370309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=3212020032402370309' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3212020032402370309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3212020032402370309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/crticas-ao-olpc.html' title='Respondendo às críticas à OLPC'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-2059916919104951413</id><published>2007-06-14T00:49:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T00:50:46.475-03:00</updated><title type='text'>E a gente continua pensando...</title><content type='html'>&lt;p&gt;   Vamos tentar... seguir a proposta de uma discussão mais metodológica.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Será bom iniciar recuperando a idéia básica de que tecnologia - a grosso modo - é tudo o que o homem produz pra facilitar a vida dele nesse mundo. Portanto, desde  o tempo do machado, passando pela roda, pela frigideira, pelo lápis, pela máquina de lavar roupa e pelo secador de cabelo até... a parafernália eletrônica e digital...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Seguindo esse raciocínio, as pequenas máquinas também devem cumprir esse papel: a de tornar a nossa vida melhor, qualitativamente falando.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ou seja, como daremos melhores aulas e como os alunos aprenderão com mais   eficiência, utilizando as benditas?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  A máquina é a máquina, está aí, com mil possibilidades e ampliando   exponencialmente essas possibilidades diariamente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Nesse momento, cabe insistir num ponto: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;não há   projeto de educação, sem um projeto de sociedade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;h2&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;   O que queremos? Onde queremos chegar? Pra quê?&lt;/span&gt; &lt;/h2&gt; &lt;p&gt;   Essas respostas nortearão todo o "como fazer", que é a discussão metodológica   que se faz tão necessária.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Nem é tão difícil assim de pensar...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Se queremos ter, lá na frente, uma sociedade de "vacas de presépio", de seres não pensantes, é só continuarmos a fazer o que já estamos fazendo há muito. É só continuar repetindo a fórmula que vem dando tão certo... profissionais desqualificados,  preparados pela academia de maneira a continuar reproduzindo esse modelo desde o início do século passado; condições precaríssimas de trabalho (desde salas de aula sem iluminação até turmas de 50 crianças onde cabem 25...); relações de trabalho baseadas em autoritarismo e não em competência; tomadas de decisões individualistas onde perde-se completamente o foco que é o aluno; salas de leitura e laboratórios de informática que não são abertos para os alunos, para não estragar o material... e por aí vai... a lista é grande.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Isso tudo aliado ao fato de ainda não se perceber a provisoriedade do   conhecimento e de que não há mais "donos do saber".&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Nesse caso, é só continuar utilizando os livros didáticos que já existem (e que já vêm com as respostas dos exercícios prontas, pro professor não precisar queimar neurônios - ou por acreditar que nós nem temos isso), ou mandando os meninos copiarem o "arme e efetue"  do quadro, ou ainda - numa perspectiva de modernidade - pedir que os alunos pesquisem "na internet" o "período colonial brasileiro" e ficar todos muito chateados porque eles "copiaram e colaram"...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Agora, se queremos ter, lá na frente, seres pensantes que atuem de maneira conseqüente e digna numa sociedade que se imagina que possa ser mais razoável do que a que estamos vivendo, tem que se mexer em tudo!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Desde a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;requalificação&lt;/span&gt; contínua dos profissionais da educação, passando pelas condições físicas das escolas, pelas relações solidárias entre as pessoas que lá atuam (não dá pra acreditar que todos passarão a trabalhar numa perspectiva colaborativa apenas quando se encontrarem diante das máquinas...), até a rotina de trabalho dentro das classes (pensando a metodologia).&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E aí, se queremos que os meninos pensem, temos que ensinar a pensar! Temos que ser curiosos, para sermos capazes de instigar a curiosidade deles, temos que tentar acompanhar, todo o tempo,  a lógica de cada raciocínio que resultou em alguma resposta, ou que ocasionou alguma pergunta, para poder mediar esse raciocínio.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pensar as pequenas máquinas como objeto não apenas de acesso às informações - o que já é bom demais, na medida em horizontaliza esse acesso, rompendo com a lógica do "eu sei, você não sabe, portanto eu tenho mais poder que você..." - mas também como lugar de produção de conhecimento, onde os meninos devem ser levados a criar suas próprias conclusões, a criar soluções para situações problematizadoras, tendo como pano de fundo todo o conhecimento já armazenado e facilmente localizado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;h2&gt;&lt;span style="font-family:Arial;font-size:100%;"&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;   A metodologia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;h2&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h2&gt;&lt;p&gt;&lt;span lang="PT-BR"&gt;É por aí... partindo de uma situação contextualizada ao universo do aluno, problematizada, desafiadora, refletir sobre ela e chegar a algumas conclusões, provisórias... e, se possível, com propostas de solução. Isso pode ser feito ao se analisar um texto incoerente, para torná-lo coerente... com uma expressão matemática, onde se busque um contexto situacional para expressá-la... com uma reflexão sobre a falta de água e seus efeitos sobre o meio ambiente... com provocações curiosas sobre a história e a geografia do nosso país e do mundo, além de passeios sobre o corpo humano e o mundo das artes.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E... caramba! O que não falta são programas pra nos ajudar a fazer isso de maneira mais organizada, mas bonita, mais rápida...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Isso não é fácil, porque não aprendemos, absolutamente, a fazer desse jeito. Portanto, não há história para ser copiada. Tem história pra ser construída.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Mas não tenho a menor dúvida de que estamos com uma grande oportunidade diante de nós: reconstruir esse país com o apoio inequívoco da educação e com as pequenas máquinas nos ajudando a pensar, e a ensinar a pensar de maneira mais eficaz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;  Ah, antes que eu me esqueça, os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;PCNs&lt;/span&gt;, através das suas diretrizes apontam de maneira bastante coerente e conseqüente para uma sociedade pensante. Tem é que sair do papel... e começar a virar atitude.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-2059916919104951413?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/2059916919104951413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=2059916919104951413' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2059916919104951413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/2059916919104951413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/e-gente-continua-pensando.html' title='E a gente continua pensando...'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-3670952999796559323</id><published>2007-06-14T00:28:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T00:46:08.796-03:00</updated><title type='text'>O Projeto UCA/OLPC e o envolvimento dos professores</title><content type='html'>&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Não há projeto educacional sem o envolvimento dos professores.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Isso  todos nós já sabemos. E não teremos professores preparados, devidamente preparados, - no caso especial que discutimos aqui, da utilização das pequenas máquinas -  com "capacitações" rápidas e pontuais... com remendos de formação. Se for desse jeito, será um grande equívoco. E como não dá tempo de "graduar"  novamente todos os que já se encontram no mercado de trabalho, a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;formação em serviço dos professores&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;deve ser densa e contínua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;, junto com a dos meninos. E a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;revisão curricular dos cursos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt; de Formação de Professores é urgentíssima (e, por falar nisso, não creio que a Academia esteja preparada pra essa tarefa). A &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;reforma curricular&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;, tanto para a Educação Básica, quanto para as Licenciaturas tem que ser radical, visceral (de virar as tripas, mesmo...). Não se trata de acrescentar mais uma disciplina chamada "Tecnologia Educacional"...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Imaginem o trabalho que temos pela frente:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-family: georgia;"&gt;&lt;li&gt;utilizar a tecnologia a nosso favor, de maneira a realmente socializarmos e produzirmos informação e conhecimento,&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;buscando qualidade e conseqüentes melhorias para todos,&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;de maneira compartilhada.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Não é simples! Não se trata de ensinar os professores a lidarem com os computadores. É mil vezes mais que isso! É mudança de atitude em relação à vida! Nova forma de se conceber o conhecimento,  a ciência,  a cultura. É o professor sem certezas, sem verdades, apenas pronto para o "vir-a-ser".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Por isso não dá pra remendar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h3  style="font-weight: normal; font-family: georgia;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Não podemos esquecer que o professor é também produtor de conhecimento!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;&lt;h3  style="font-weight: normal; font-family: georgia;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele também &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;tem que pensar e criar, e se sentir desafiado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, senão ele acaba se percebendo apenas como um "orientador de tarefas a serem realizadas, e que foram pensadas previamente por outros"; e aí não há compromisso, nem responsabilidade pelo processo, uma vez que ele é só o cara que "aplica técnicas e segue roteiros". A "máquina de aprender" não pode ter receita. Ela é potencial, provocando potenciais. Essa concepção deve estar atrelada à &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;escolha dos softwares que serão utilizados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Lembremos, ainda, que &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;não há salto qualitativo educacional  sem que se queira que isso ocorra&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;. Portanto, tem que haver vontade política. E, por favor, não dá pra falar em falta de verba pra Educação! Dá pra falar em verba mal utilizada, em desvio da verba da Educação pra outra "prioridade", em incompetência no gastar, mas não em falta. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;A maioria dos municípios brasileiros devolve recursos financeiros&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt; - para capacitação de professores - todos os anos ao Governo Federal, porque não consegue gastar... Todos os milhões despendidos anualmente em livros didáticos, vão pro ralo, uma vez que que encontramos milhares deles "guardados" nos almoxarifados das escolas, sendo corroídos pelas traças... Se não se realizar um trabalho muito sério com os professores, corremos o risco de, brevemente, encontrarmos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;laptops também guardados&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;, sem chegar nas mãos dos meninos, pra não estragar...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Já disse algumas vezes na lista do "laptop100 - commits - request", o que vou repetir agora: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;tem que haver um "Plano de Educação" para esse país!&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt; O que queremos, onde e como queremos chegar, qual o tipo de sociedade que se deseja. É trabalho ideológico, mesmo! Por enquanto, estamos apenas colhendo os frutos do descaso, da falta de preparo, do descompromisso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Estamos diante de uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;grande oportunidade, de poder virar esse jogo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;, nesse momento em que tantas novas mudanças são necessárias. E fazer História, redefinir os rumos e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;reconstruir o que está por aí.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt; Podemos começar por aqui mesmo, ampliando essa discussão na própria web, aproveitando para "treinar" essa forma de construir coletivamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Podemos fazer de conta que estamos saindo de uma guerra e &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;precisamos reorganizar e reformar tudo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;... (acho que nem será muito difícil imaginarmos isso, né?)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" &gt;Abraço fraterno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: georgia;font-family:arial;" class="sg" &gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Denise Vilardo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-3670952999796559323?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/3670952999796559323/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=3670952999796559323' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3670952999796559323'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/3670952999796559323'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/o-projeto-ucaolpc-e-o-envolvimento-dos.html' title='O Projeto UCA/OLPC e o envolvimento dos professores'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-5267734892843412925</id><published>2007-06-14T00:22:00.001-03:00</published><updated>2007-06-14T00:23:07.858-03:00</updated><title type='text'>Educação se faz com o corpo inteiro</title><content type='html'>&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;dl&gt;&lt;dd&gt;&lt;i&gt;"Falta à escola abordar o sentido da existência"&lt;/i&gt; &lt;/dd&gt;&lt;dd&gt;Frei Betto  &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;/dd&gt;&lt;/dl&gt; &lt;p&gt;Nunca se falou tanto na necessidade de uma escola plural, interdisciplinar, multicultural, holística. Uma escola que cuide da formação de um “ser integral”. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E, se até há alguns anos, essa necessidade era apontada pelos estudiosos da Educação numa concepção totalizante do processo educacional, baseada na não-fragmentação do conhecimento e no entendimento de que os seres humanos não são formados apenas de cognição, hoje é também uma exigência do mercado de trabalho. Algumas empresas, atualmente, no seu processo seletivo, pretendem averiguar, inclusive, a capacidade de sustentação emocional dos candidatos, além do seu potencial para trabalhar em equipe, dentre outras atitudes. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas, paradoxalmente, e por mais que estejamos vivenciando essa realidade, a escola – filha direta e dileta da tradição cartesiana – só se preocupa com a quantidade de informações que consegue passar (passar sim, e não construir). Ela continua se restringindo apenas à transmissão do patrimônio universalmente constituído, ignorando a reflexão sobre o contexto em que vivemos e pouco se importando com o potencial de modificação da realidade. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Essa idéia me faz lembrar de uma história infantil, de Ruth Rocha, chamada &lt;i&gt;“Quando a escola é de vidro”&lt;/i&gt;, que começa assim: &lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;i&gt;“Naquele tempo eu até que achava natural que as coisas fossem daquele jeito.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Eu nem desconfiava que existissem lugares muito diferentes...&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Eu ia pra escola todos os dias de manhã e quando chagava, logo, logo, eu tinha que me meter no vidro.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;É, no vidro!&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Cada menino ou menina tinha um vidro e o vidro não dependia do tamanho de cada um, não!&lt;/i&gt; &lt;i&gt;O vidro dependia da classe em que a gente estudava.&lt;/i&gt;  &lt;i&gt;Se você estava no primeiro ano ganhava um vidro de um tamanho.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Se você fosse do segundo ano seu vidro era um pouquinho maior.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;E assim, os vidros iam crescendo á medida em que você ia passando de ano.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Se não passasse de ano era um horror.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Você tinha que usar o mesmo vidro do ano passado.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Coubesse ou não coubesse.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;Aliás nunca ninguém se preocupou em saber se a gente cabia nos vidros.&lt;/i&gt; &lt;i&gt;E pra falar a verdade, ninguém cabia direito.”&lt;/i&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Ao dicotomizar o sentido da aprendizagem, do sentido da existência, a escola separa o espaço do conhecimento do espaço da vida, dificultando a reflexão sobre o cotidiano. Como se o aumento da violência urbana não tivesse nada a ver com as políticas salariais, sociais e outros ais; como se a poluição do meio ambiente não tivesse nada a ver com interesses econômicos inconfessáveis. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Vivi uma experiência que exemplifica bem essa questão: fui chamada para dar aula particular para um aluno de 15 anos, que estava cursando, na época, a sétima série de um colégio da classe alta do Rio de Janeiro. Ele era redator-chefe do jornalzinho do colégio e estava, ironicamente, com notas péssimas em Língua Portuguesa. Ah, ele também tinha uma banda de rock, onde era baterista. No nosso primeiro encontro, pedi que ele me falasse um pouco de sua experiência de músico. Em seguida, pedi que escrevesse sobre esse fato. Imediatamente e, diga-se, com muita rapidez e fluência, escreveu um ótimo texto de duas páginas. Li tudo e propus que começássemos a analisar o primeiro período do seu texto. Ele me olhou, muito surpreso, sem entender exatamente o que eu pedia que fizesse, e comecei a explicar, dizendo que iríamos verificar, naquele parágrafo, quais elementos da estrutura sintática estavam presentes, tais como: sujeito, predicado, adjuntos, tipos de verbos etc. Ao que ele, absolutamente surpreendido, me perguntou: e quando eu escrevo tem isso?! Ou seja, para ele, o conteúdo da disciplina Língua Portuguesa não tinha a menor relação com o que ele falava ou escrevia. Isso é assustador! Não se tratava de um aluno desinformado, muito pelo contrário, tanto era atento ao mundo e competente na desenvoltura com a Língua, que escrevia regularmente no jornal do colégio. Mas, vivia massacrado pelas &lt;i&gt;“orações subordinadas substantivas objetivas diretas”&lt;/i&gt;, que não faziam o menor sentido para ele. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Continuamos educando para a competitividade e para o sucesso. Para o “tem que dar certo, sempre, a qualquer custo”. Permanecemos ignorando as questões fundamentais dos seres humanos, como se os medos, frustrações, fracassos, morte não fizessem parte da vida dos nossos alunos. E, diante dessas situações, a instituição se cala e finge que elas não acontecem. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Um amigo meu sempre diz que, se não fôssemos perder todos os alunos do colégio que, juntos, coordenamos, deveríamos colocar uma faixa na frente do prédio, onde se leria: &lt;i&gt;“Aqui preparamos para o fracasso”&lt;/i&gt;. Porque, fundamentalmente, nosso compromisso é com o ser humano. E se conseguirmos ajudar a formar o caráter e a personalidade dos nossos alunos para lidar com as adversidades da vida, estaremos cumprindo, inequivocamente, o nosso papel. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;A escola continua distante do mundo e, pior, distante, dos próprios seres que a constituem.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mais do que nunca, é preciso re-humanizar essa instituição formadora de homens e mulheres. Precisamos de pessoas sabidas, mas precisamos, fundamentalmente, de pessoas dignas, com boa formação de caráter, éticas e solidárias. É preciso socializar valores de justiça e respeito. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Talvez seja necessário lembrar que o ato de ensinar, supõe refazermos o caminho que nos trouxe até um determinado conhecimento. Talvez seja bom lembrar, também, que o sentido etimológico da palavra &lt;b&gt;pedagogo&lt;/b&gt; é aquele que conduz, o guia, o mestre. E aí teremos aquele que retoma um caminho já percorrido, ampliando o já conhecido e formando novas concepções. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O ser humano já sabe do que é capaz de realizar. Só está faltando fazer melhor. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Denise Vilardo &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-5267734892843412925?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/5267734892843412925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=5267734892843412925' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5267734892843412925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5267734892843412925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/educao-se-faz-com-o-corpo-inteiro.html' title='Educação se faz com o corpo inteiro'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-5231073117091976019</id><published>2007-06-14T00:21:00.001-03:00</published><updated>2007-06-14T00:21:29.820-03:00</updated><title type='text'>O mais difícil mesmo é ensinar a desler...</title><content type='html'>&lt;p&gt;De uns tempos pra cá tenho me dedicado a trabalhar com alunos e professores a partir da desconstrução de determinadas “verdades”, tentando ultrapassar o excessivo senso comum que tomou conta do cotidiano das pessoas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Esse tem sido o maior dos desafios.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na Educação, temos como proposta maior, desde a década de 70, “&lt;i&gt;tornar o aluno um cidadão consciente e crítico&lt;/i&gt;”.  &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas como é que se faz isso? Qual curso de Formação de Professores ensina a ensinar a formar cidadãos conscientes e críticos? &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O que temos é algo bastante longe disso. São gerações sendo formadas dentro de algumas formatações curriculares, onde o conteúdo é o que é, porque é o que tem que ser dado... por causa do vestibular... (e aí a escola se distancia mais ainda do seu objetivo principal, se confundindo com cursinhos preparatórios – mas isso é outra história). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Se no Ensino Fundamental e Médio essa é a configuração que temos, a Academia também não se distancia muito disso. Estão aí as diferentes graduações, preparando para os concursos públicos... E, pior, cursos das diversas licenciaturas, onde teoricamente são formados os professores, também parecem não se preocupar muito com o ensinar a ensinar a pensar. Os alunos-mestres têm que se submeter às determinações – nem sempre coerentes – de seus orientadores e das próprias instituições – e, na maioria das vezes, são obrigados a se adequar, porque senão, não conseguem se formar. Decididamente, a Universidade, hoje, não é o melhor lugar para pensar... (mas isso também é outra história). &lt;/p&gt;&lt;p&gt;É evidente que essa situação não foi construída de uma hora para outra, que é fruto de anos e anos de descaso para com o que realmente acontece dentro das salas de aula e com a formação docente, e que ela apenas reflete a falta de expectativa (ou, pelo menos, a pobreza de expectativas) que é oferecida em termos de inserção no mercado de trabalho produtivo. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;E aí, a escola permanece repetindo modelos, repetindo, se repetindo incansavelmente. Reproduzindo o que era verdade no século XIX, inclusive no que diz respeito às condições físicas. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Carlos Drummond de Andrade, certa vez, questionou: &lt;/p&gt; &lt;blockquote&gt;“&lt;i&gt;Por que motivo as crianças, de modo geral, são poetas e, com o tempo, deixam de sê-lo? (...) A escola enche o menino de Matemática, de Geografia, de Linguagem, sem, via de regra, fazê-lo através da poesia da Matemática, da Geografia, da Linguagem. A escola não repara em seu ser poético, não o atende em sua capacidade de viver poeticamente o conhecimento do mundo.&lt;/i&gt;”&lt;/blockquote&gt; &lt;p&gt;Diante desse quadro, o desafio dos educadores é ainda maior, porque remete a algo bastante subjetivo, que é o que chamamos de “visão de mundo”. Porque não significa apenas o compromisso com a discussão das diferentes “visões de mundo”, é mais que isso. É discutir filosófica e ideologicamente tudo o que ocorre. É o educador rever continuamente o seu fazer, é desconstruir as “verdades” a que me referi no início, é duvidar de tudo, é entender a provisoriedade da próprio conhecimento. Não mais receber as informações e o conhecimento como coisas prontas e acabadas, mas acreditar na potencialidade do que está sendo pensado agora, no vir-a-ser. É, principalmente, arriscar. E arriscar-se. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Na prática, isso significa ensinar os alunos a “lerem nas entrelinhas”, a perceberem a intencionalidade de uma ironia, a questionarem o sentido de cada conteúdo trabalhado, a se entenderem como também produtores de conhecimento. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas... o professor tem que saber fazer isso... ele tem que aprender a pensar. Ele tem que aprender a ensinar a pensar. Ele tem que aprender a ensinar a desler... &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Nesse momento, creio que estamos diante de uma excelente oportunidade de investirmos na educação de educadores. A chegada das “pequenas máquinas” - como costumo chamar os laptops do &lt;a href="http://www.laptop.org/" class="external text" title="http://www.laptop.org" rel="nofollow"&gt;Projeto “&lt;i&gt;One Laptop per Child&lt;/i&gt;”&lt;/a&gt; - será uma ocasião mais que favorável para essa aplicação de recursos e de esforços. A preparação dos educadores para lidarem com as máquinas é imperiosa! E temos que ir além. Preparar os educadores para formar os tais cidadãos conscientes e críticos continua na ordem do dia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Ah, já ia esquecendo... só recuperaremos o ser poético de cada criança, quando os professores se perceberem como pessoas ainda capazes de viverem o estranhamento que é o ser da poesia. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.peabirus.com.br/redes/form/perfil?id=2352" class="external text" title="http://www.peabirus.com.br/redes/form/perfil?id=2352" rel="nofollow"&gt;Denise Vilardo&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-5231073117091976019?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/5231073117091976019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=5231073117091976019' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5231073117091976019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/5231073117091976019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/o-mais-difcil-mesmo-ensinar-desler.html' title='O mais difícil mesmo é ensinar a desler...'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-7546752905599136846</id><published>2007-06-14T00:19:00.001-03:00</published><updated>2007-06-14T00:19:45.794-03:00</updated><title type='text'>As Profissões Invisíveis</title><content type='html'>&lt;span class="lnk13"&gt;Há algum tempo saiu uma reportagem numa dessas revistas semanais, contando sobre a experiência de um psicólogo, estudante de mestrado na USP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante um bom tempo, não lembro exatamente quanto, ele se vestia de gari e ficava varrendo o campus universitário. A experiência serviu de pesquisa para a sua dissertação, que pretendia discorrer sobre as “profissões invisíveis”*.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudante ficou entre assustado e deprimido, porque seus colegas e professores passavam por ele e sequer o cumprimentavam, não o reconheciam naquele uniforme, simplesmente porque não percebiam a sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor da Universidade Federal de Sergipe, Doutor Marcus Eugênio, em recente entrevista aos jornalistas Paloma Abdallah e Wellington Nogueira, diz que existem basicamente duas teorias para explicar as causas da invisibilidade social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira explica a invisibilidade a partir da percepção dos indivíduos. As pessoas estariam tão familiarizadas com o ambiente, que ele não produziria qualquer tipo de estímulo nelas. Assim, como um pedinte já faz parte da paisagem do centro das grandes cidades, muitas vezes passamos por eles e não nos damos conta. Segundo ainda o mesmo professor, a outra teoria utilizada pela Psicologia é a da banalização. Essa tem a ver com a despersonalização dos indivíduos. Muito utilizada no exercício de certas profissões, como por exemplo, os médicos, quando tratam seus pacientes pelo número do quarto em que estão internados ou pela doença de que o paciente é portador. Ou, ainda, quando os professores “conhecem” seus alunos pelo número da ficha de chamada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trouxe essa discussão para os meus alunos – turma de adultos que já trabalham na área das Telecomunicações – e que, pressionados pelas firmas, vêm buscar o curso técnico. E foi uma discussão muito rica, com tristes constatações, na medida em que eles se perceberam como parte desse grupo de profissionais “invisíveis” todo o tempo, porque trabalham nas ruas, pendurados nos postes, ou enfiados nos subterrâneos das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras profissões e outras tantas ocupações trazem a marca da invisibilidade. E são, na maioria da vezes, praticadas por quem nos assegura limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação. São os lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que não nos causa orgulho algum é a confirmação de que a invisibilidade social atinge todas as profissões que na, escala social, são consideradas inferiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São pessoas que trabalham diariamente, têm responsabilidades e, no entanto, só o que se enxerga é o que está fora delas, é o que elas produzem, é o serviço que elas prestam. E, só as olhamos, se ficarmos insatisfeitos com a qualidade do serviço oferecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano tem que vir em primeiro lugar, sempre. Não dá mais para ficarmos errando tanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Seu estudo deu origem ao livro &lt;i&gt;“Homens invisíveis: relatos de uma humilhação social”&lt;/i&gt;. E seu nome é Fernando Braga da Costa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denise Vilardo&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-7546752905599136846?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/7546752905599136846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=7546752905599136846' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/7546752905599136846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/7546752905599136846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/as-profisses-invisveis.html' title='As Profissões Invisíveis'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-6591386127895031364</id><published>2007-06-14T00:16:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T00:17:22.760-03:00</updated><title type='text'>Fiquei com vergonha</title><content type='html'>&lt;span lang="pt-BR"&gt;Enquanto isso... lemos no suplemento Megazine, do O Globo, dessa semana (17/04/07): duas páginas falando de como os indígenas estão utilizando a internet, tanto para se comunicarem, divulgarem sua cultura, como para aprenderem espanhol, por exemplo; mostrando como homens e mulheres podem se beneficiar da tecnologia dos computadores, nos lembrando a idéia primordial de que toda tecnologia é criada para servir ao ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seguida, somos nocauteados, com uma reportagem que conta como alguns colégios particulares aqui do Rio estão preparando os meninos e meninas do Ensino Fundamental para o Vestibular!!!! Com testes simulados aos sábados, para já irem treinando... desde a quinta série! &lt;/span&gt;  &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;É a instituição escolar torturando cada vez mais cedo!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;O que é isso, professores???&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Como é que pessoas teoricamente preparadas para lidar com crianças e jovens nas escolas conseguem defender essa idéia? O que está acontecendo? Perdemos completamente a razão? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Estamos esquecidos do nosso papel de educadores? O papel da escola se resume a isso? Preparar para o vestibular? Quer dizer que o certo, que a coisa boa a se fazer é adestrar nossos jovens cada vez mais cedo? &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Ou seja, ao invés de combatermos um sistema que é injusto, incoerente e massacrante, nós o fortalecemos, com a desculpa de que estamos preparando os jovens. &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western"&gt;&lt;span lang="pt-BR"&gt;Não acredito que professores comprometidos com o exercício da cidadania de seus alunos, preocupados com a formação de pessoas de bom caráter, interessados em construir conhecimento e a autonomia com esses jovens concordem com esse esquema de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Que equívoco, professores, que equívoco!  &lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Será que nem os resultados do ENEM fazem os professores perceberem que esse esquema não dá certo? O ENEM pressupõe que os alunos estejam aprendendo a pensar, articulando conhecimentos de áreas variadas e que saibam criar argumentos para defender suas idéias através da linguagem escrita.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;A UERJ e a UFRJ – cada uma a seu modo - também esperam alunos pensantes, que escrevam com desenvoltura, e não alunos que decorem esquemas e técnicas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;E o que se faz é tentar enquadrar isso num modelito que sirva para todos, criando turmas especialmente adestradas para responder questões supostamente pré-formatadas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;E, por favor, não me venham com a história de que estamos atendendo os anseios dos pais ou que estamos preparando para o futuro.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola não é curso preparatório! Escola não é lugar para manutenção e confirmação do que não é bom. Escola não pode ser excludente.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Nós, educadores, somos responsáveis pelo debate e pelo esclarecimento pedagógico do que deve ser feito na escola. E escola é lugar de formar gente em suas potencialidades e diferenças. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de compreender e aprender para o mundo que estamos vivendo agora, e não para um futuro que sequer sabemos qual será. &lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de se pensar alternativas para melhorarmos o que não está bom, de se aprender a lutar pelo bem estar coletivo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de formamos pessoas para respeitarem-se umas às outras, para serem solidárias, justas e dignas.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de ampliar e produzir conhecimentos.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Escola é lugar de transformação.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;E se a sociedade está do jeitinho que está, cheia de gente “sabida e esperta, que só sabe levar vantagem em tudo”, é porque temos formado gerações e gerações, sem nos preocuparmos com as transformações necessárias, preocupados que somos com a manutenção de uma coletividade perversa, que já se mostrou suficientemente incapaz de acolher os verdadeiros valores da vida humana.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Os grandes pensadores-educadores desse país, que pensaram uma escola que dignificasse o ser humano, como Paulo Freire e Darcy Ribeiro, devem estar revirando no túmulo.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Se os colegas não considerarem nada disso como relevante, que pensem em suas vidas de estudantes e lembrem-se da tortura das “semanas de provas”, da angústia e da ansiedade que elas causavam e, pelo menos, reflitam sobre os motivos de estarmos até hoje reproduzindo essa situação e, pior, antecipando nas vidas de nossos alunos esses momentos doentios.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Convenhamos, isso não faz bem a ninguém.&lt;/p&gt; &lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;Cadê os educadores dessa cidade? Por favor, apresentem-se, pra eu não morrer de vergonha.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="western" lang="pt-BR"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-6591386127895031364?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/6591386127895031364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=6591386127895031364' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6591386127895031364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6591386127895031364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/fiquei-com-vergonha.html' title='Fiquei com vergonha'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2663107484670333978.post-6889817044637951914</id><published>2007-06-13T05:59:00.000-03:00</published><updated>2008-12-09T19:32:10.843-02:00</updated><title type='text'>Vida</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_bi7HoQg2oJQ/Rm95gQalYSI/AAAAAAAAAio/WsqTXtODYx4/s1600-h/paraty+030.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_bi7HoQg2oJQ/Rm95gQalYSI/AAAAAAAAAio/WsqTXtODYx4/s320/paraty+030.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075408900139082018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="color: rgb(0, 102, 0); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Compreendi que a vida  não é uma sonata que, para realizar sua beleza, tem que ser tocada até o fim.  Dei-me conta, ao contrário, de que a vida é um álbum de minissonatas. Cada  momento de beleza vivido e amado, por efêmero que seja, é uma experiência  completa que está destinada à eternidade.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(0, 102, 0); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Um único momento de  beleza e de amor justifica a vida inteira."&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(0, 102, 0); font-family: verdana;" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt; &lt;div style="color: rgb(0, 102, 0);" align="center"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Rubem  Alves&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 255, 255);font-family:Arial;font-size:85%;"  &gt;&lt;strong&gt;Concerto para  corpo e alma.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2663107484670333978-6889817044637951914?l=dvilardo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dvilardo.blogspot.com/feeds/6889817044637951914/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2663107484670333978&amp;postID=6889817044637951914' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6889817044637951914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2663107484670333978/posts/default/6889817044637951914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dvilardo.blogspot.com/2007/06/compreendi-que-vida-no-uma-sonata-que.html' title='Vida'/><author><name>Denise Vilardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04054322374732897797</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://lh4.google.com/dvilardo/Rm9_UwalYUI/AAAAAAAAAi4/UDdHhO5LwxU/s144/59397737408_0_BG.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_bi7HoQg2oJQ/Rm95gQalYSI/AAAAAAAAAio/WsqTXtODYx4/s72-c/paraty+030.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
